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A
B
C D E F
G H I J
K L M N
O P Q R
S T U V
W X Y Z
A
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Absoluto
(Filosofia)
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Do
Lat. Absolutum, separado, ou seja aquilo que existe independente de
outra coisa. Neste sentido, é absoluto aquilo que depende (para existir,
para ser verdadeiro...) apenas de si e nada mais para além de si. A
problemática do absoluto constitui um problema fundamental da Filosofia,
já que é o motor de todo o trabalho intelectual e ainda, como referia
Hegel, de toda a acção humana. O absoluto está presente em toda a acção
efectiva, na felicidade de agir ou de descobrir, sendo a reflexão
filosófica a responsável pela possibilidade de alcançar o conhecimento
desses momentos privilegiados. Em síntese, a ideia de absoluto
remete-nos para a ideia do ser incondicionado, independente, ou seja,
que é relativo ao ser que nada supõe, que basta a si mesmo e que por tal
motivo é necessário, infinito e perfeito. O contrário do absoluto é o
relativo, ou ser condicionado, dependente e, que por tal razão é
contingente, limitado e imperfeito. |
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Abstracção
(Filosofia)
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Do
latim abstractio, de abstrahere, «tirar» «retirar». Abstrair consiste em
isolar, na operação mental que permite separar a parte do todo. As
ideias abstractas são conceitos que seleccionam apenas os caracteres
gerais de uma classe de objectos e que se utilizam nos raciocínios
independentemente dos objectos que representam. Por exemplo, o conceito
de «cavalo» é uma ideia abstracta, já que a realidade só está presente
nos cavalos particulares, de tal e tal raça, de tal e tal estatura
(forma). A palavra abstracção diz respeito, simultaneamente à operação
através da qual o espírito elabora os conceitos e esclarece a realidade
a que estes pertencem. Em síntese, a abstracção intelectual é a operação
pela qual o espírito isola o objecto da sua existência concreta, e de
tudo o que na realidade o torna acessível aos sentidos, tornando-o capaz
de ser representado pela imaginação. Assim sendo, a abstracção origina a
representação imaterial da materialidade das coisas. |
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Absurdo
(Filosofia)
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O
tema do absurdo significa etimologicamente tudo aquilo que não merece
ser ouvido, já que é oposto à razão e ao bom senso. É algo sem sentido,
irracional e ilógico. De um modo mais restrito designa-se de absurda
toda a proposição que contraria o senso comum porque admite predicados
incompatíveis. O tema do absurdo emerge no entanto na problemática
filosófica, essencialmente com Schopenhauer, no século XIX. A vida
torna-se absurda, na perspectiva deste filósofo, na medida em que não
tem outra razão de ser para além de «querer viver» sem sentido. Esta
constatação face ao carácter absurdo do mundo, conduz Schopenhauer ao
pessimismo e à irracionalidade. Segundo Nietzsche, esta concepção
evidencia uma atitude negativa perante a vida, herdada do cristianismo.
Neste sentido o sentimento de absurdo não tem que ser necessariamente
cúmplice com o sofrimento e com a renúncia, podendo pelo contrário
conduzir-nos à acção e à revolta. |
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Acaso
(Filosofia)
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Facto fortuito. Causa acidental de acontecimentos ou de fenómenos que
não foram provocados deliberadamente. Combinação ou relação de
acontecimentos que pertencem a séries causais independentes umas das
outras. |
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Acceptable use policy
(Informática)
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Regras de boa conduta para a utilização correcta da rede e dos seus
serviços. Pode ser um documento distribuído ao novo utilizador de um
determinado sistema. |
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Acção
(Filosofia)
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Este
vocábulo deriva do latim actum, «acção», «facto consumado», do verbo
agere, «agir», «fazer». A acção significa a manifestação da
materialização de uma força material ou de uma ideia. Diz respeito a
tudo aquilo que se manifesta por actos, implicando a acção de um sujeito
que através dele se exprime, reflecte e transforma-se. Em síntese, para
que se verifique uma acção é necessário que se verifique: a) Uma
modificação do meio. É este o denominador do comum de toda a forma de
actividade e que engloba a actividade animal. b) Um projecto, uma
intenção que deve ser consciente, tem que traduzir uma iniciativa
involuntária. c) Uma reacção sobre o que age. Neste sentido o homem
torna-se o produto das suas acções em vez de ser a causa imutável dos
actos de circunstância. Toda a acção corresponde à operação através da
qual o homem altera de um modo intencional o seu meio físico ou humano.
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Acção
(Português) |
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Processo de
desenvolvimento de acontecimentos singulares (determinados pela evolução
das atitudes ou dos caracteres), podendo conduzir ou não a um desenlace.
Porque a acção é um elemento dinâmico, só pode ser entendida de modo
evolutivo e situada no tempo e no espaço.
ACÇÃO PRINCIPAL —
Conjunto dos momentos fulcrais da história que garantem a sua progressão
numa ou noutra direcção, de tal modo que a supressão de um deles põe em
causa a coerência da própria história.
ACÇÃO
SECUNDÁRIA — Evento que está relacionado com o acontecimento
principal que se desenrola paralelamente á acção central e que mantém em
relação a ela uma posição de subalternidade, cabendo ao narrador
estabelecer essa relação hierárquica.
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Acento
(Português) |
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1. Em fonética,
diz-se do rasgo prosódico com que se dá ênfase a uma sílaba dentro de
uma palavra. Sendo resultado de um esforço expiratório maior, diz-se
acento de intensidade ou de energia; sendo resultado de uma variação da
altura melódica, diz-se acento de entonação ou tom (ou acento musical).
Se o acento ocorre na última sílaba (i.e., “final”), a palavra
designa-se oxítona ou aguda; na penúltima sílaba (“limpo”), paroxítona
ou grave; na antepenúltima sílaba (“lágrima”), proparoxítona ou
esdrúxula. As sílabas não acentuadas chamam-se átonas.
2. Na grafia, o
acento corresponde a uma elevação da voz para assinalar a sílaba tónica
ou para funcionar como sinal diacrítico. Na ortografia portuguesa, o
acento tónico representa-se por sinais gráficos como o acento agudo
(“pé”), o acento grave (“à”) e o acento circunflexo (“influência”).
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Acento tónico
(Português) |
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Grau
de proeminência de uma vogal ou sílaba numa determinada palavra ou
sequência, devido a um aumento de intensidade, de duração, de altura ou
da conjugação destas três propriedades. |
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Acidófilo
(Biologia / Geologia) |
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Diz-se de uma estrutura com afinidade para corantes ácidos |
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Acirologia
(Português) |
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Impropriedade de expressão. Conceito da antiga retórica que se aplicava
geralmente a erros de tradução que não respeitavam a realidade idomática
de uma língua. Hoje, podemos estender a aplicação do termo às muitas
situações de uso impróprio da expressão, por exemplo, em certos
estrangeirismos ou traduções erróneas. Do ponto de vista do respeito
pela índole da língua, podemos classificar como acirologia o uso de
termos como “afazeres”, por ser uma adaptação do francês, quando existe
em português a palavra “ocupações”; o mesmo é válido para “nuance” em
vez “gradação”. Também são acirologias o uso de hiatos (“Aponta a
arma”), colisões (“O Sr. Silva sentiu sumamente a sua falta.”), ecos
(“Não sem razão pensavam ser condição necessária um bom relacionamento
entre vilãos e senhores.”) e cacófatos (“poderia-se”, “pouca cautela”).
No entanto, há escritores que tendem a aproveitar certas acirologias
para criar efeitos estilísticos: o uso do pleonasmo em Camões: “Vi
claramente visto o lume vivo” (Os Lusíadas, V, 18) e em Camilo
Castelo Branco: “e entraram no coche, carruagem sua especial dele” (O
Judeu, I); o uso de epítetos da natureza em Fernando Pessoa: “O mar
salgado, quanto do teu sal” (Mensagem). |
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Acismo
(Português) |
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Figura de retórica que consiste numa recusa simulada de algo
efectivamente desejado, podendo ser vista como uma forma particular de
ironia. Na tragédia de Shakespeare Júlio César, a relutância
fingida que César mostra em aceitar a sua própria coroação pode servir
de exemplo. |
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Acrónimo
(Informática e Português)
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Iniciais usadas na Internet (principalmente no e-mail e no chat).
Apresentam-se algumas delas, em inglês: - AFAICT: As Far As I Can Tell -
AFAIK: As Far As I Know - AFK: Away From Keyboard - AKA: Also Known As -
AIUI: As I Understand It - B4: Before - BAK: Back At Keyboard - BBL: Be
Back Later - BCNU: Be seeing you - BRB: Be Rigth Back - BSF: But
Seriously Folks - BST: But Seriously Though - BTDT: Been There Done That
- BTSOOM: Beats The Shit Out Of Me - BTW: By The Way - BWQ: Buzz Word
Quotient - CLM: Career Limiting Move - CFV: Call For Votes - CUL: See
you later - C U L8R: See you later - DWIM: Do What I Mean - DWISNWID: Do
What I Say Not What I Do - DYJHIW: Don't You Just Hate It When.... -
ETLA: Extended Three Letter Acronym - EOF: End Of File - F2F:
Face-to-Face - FAQ: Frequently Asked Questions - FOAF: Friend Of A
Friend
Sigla ou palavra que se obtém com as iniciais ou combinações de letras
de algumas palavras.
Exemplos: AWOL [absent without leave];
laser [light amplification by stimulated
emission of radiation]; INRI [Jesus Nazarenus Rex
Judaeorum]; motel [motor e hotel]; NASA
[National Aeronautics and Space Administration]; radar [radio
detection and ranging]; sonar [sound
navigation ranging].
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Acróstico
(Português) |
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Texto lírico geralmente pequeno em que se lê verticalmente um nome ou
uma frase formada com a primeira letra de cada verso. A palavra ou a
frase também pode ser constituída pela inicial de cada verso e com a
inicial após a cesura do mesmo. Aparece no século XV e no seguinte é
habitual, mantendo-se nos séculos XVII e XVIII. Contudo, o Racionalismo
e o Neoclassicismo setecentistas quase o extinguem. Observe-se o
exemplo:
Vida
que assim a tormenta
Já melhor se perderia
O pensar que se acrescenta
Ledo morrer me faria;
As lágrimas que se dobraram
No coração se sentiram;
Todos meus olhos choraram
Em vendo que não vos viram.
(Diogo Brandão)
Podemos dizer que
o acróstico parece englobar três funções: 1) uma procura de virtuosidade
própria dos poetas palacianos; 2) um carácter lúdico que designa todo um
jogo de espírito subtil; 3) um certo gosto pelo secreto.
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ActiveX
(Informática) |
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Marca da Microsoft para diferentes tecnologias baseadas nos seus COM
(Component Object Model), muitos dos quais têm como alvo a Internet. |
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Acto
(Português) |
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Divisão de uma
peça teatral que decorre no mesmo espaço (cenário), constituindo a
estrutura externa da própria peça. |
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Acto de Fala ou acto Linguístico
(Português) |
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Sendo a fala
a realização concreta e individualizada da língua, o acto de fala
é o uso que da língua se faz para comunicar algo – fazer uma pergunda,
transmitir/pedir uma informação, emitir uma opinião, etc. tendo em conta
o contexto, podemos distinguir acto de fala directo – aquilo que
se diz – acto de fala indirecto – o objectivo que pretendemos de
facto atingir ao realizar um acto de fala, ou seja, a nossa intenção
comunicativa.
Qualquer frase com
uma determinada força ilocutória, ao ser enunciada, orienta-se no
sentido da realização de 3 actos:
1. um acto
locutório,
2. um acto
perlocutório,
3. um acto
ilocutório.
Há ainda a
assinalar os actos ilocutórios indirectos – frases com marcas de um acto
ilocutório que estão ao serviço de um outro acto ilocutório. Ex.: Podes
calar-te? (Apresenta marcas de uma pergunta, mas corresponde a um
pedido).
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Acto ilocutório
(Português) |
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O locutor, ao
pronunciar determinada frase, num contexto comunicativo específico, com
certas intenções, pretende executar, ilplícita ou explicitamente, actos
como afirmar, avisar, ordenar, perguntar,
pedir, prometer, objectar, criticar.
Os actos
ilocutórios dividem-se em cinco tipos básicos, de acordo com os
objectivos pretendidos:
-
acto
assertivo,
-
acto
directivo,
-
acto
compromissivo,
-
acto
expressivo,
-
acto
declarativo e
acto
declarativo assertivo.
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Acto locutório
(Português) |
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Corresponde à
enunciação de palavras e frases que fornecem determinada significação na
produção linguística.
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Acto perlocutório
(Português) |
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Refere-se aos
resultados ou efeitos produzidos junto do interlocutor pela realização
de determinado acto ilocutório. Podem considerar-se actos perlocutórios
convencer, persuadir, assustar, ajudar ou
atrapalhar.
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Acumulação
(Português) |
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Figura de retórica
(também chamada congérie) que consiste na associação de diversos
elementos linguísticos num mesmo enunciado, geralmente produzida pela
enumeração (ou adição, adjectio) ordenada ou não de sentimentos,
imagens, sujeitos ou factos, que aparecem condensados. Os retóricos
antigos usavam a acumulação nos debates oratórios, ornamentando-os e
submilando-os. Trata-se de uma técnica também muito utilizada na poesia
modernista, por exemplo, como neste excerto da "Ode Marítima", de Álvaro
de Campos: "A vós todos num, a vós todos em vós todos como um, / A vós
todos misturados, entrecuzados, / A vós todos sangrentos, violentos,
odiados, temidos, sagrados, / Eu vos saúdo, eu vos saúdo, eu vos saúdo!"
(Livro de Versos, ed. crítica de Teresa Rita Lopes, Círculo de
Leitores, Lisboa, 1993, p.111). Podemos falar ainda de acumulação
retórica quando se sucedem várias figuras. Na poesia barroca, acumulação
metafórica foi abundantemente explorada, como no soneto de Jerónimo Baía
"A uma trança de cabelos negros", que termina assim: "Tudo sois, mas eu
tenho resoluto / Que sois só na aparência enganadora / Negra, noite,
tristeza, sombra, luto. // Porém na essência, ó doce matadora, / Quem
não dirá que sois, e não diz muito, / Dia, gala, alegria, luz, senhora?"
(Fénix Renascida, vol.III, p.204).
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Acumulação de excedentes
(História) |
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Fenómeno económico em que parte da produção não é necessária para o
consumo das populações, entrando, por isso, no mercado de compra e
venda. |
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Adenda
(Português) |
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[Do
latim addenda, plural de addendu-, “aquilo que se deve
acrescentar”.] Designa todos os textos que se aditaram à obra quer com a
assinatura do autor, dedicatórias, advertências, prefácios,
posfácios, notas, quer o aparato crítico, glossários, notas e
comentários textuais, introduções explicativas, e outros textos em
apêndice. Sendo o livro um suporte mediático, «um espaço de
a-presentação, um mediador entre a escrita e a leitura» (Mª Augusta
Babo, A Escrita do Livro, p.124), a adenda constitui o caminho
através do qual o leitor acede ao texto, pré-determinando, portanto, o
modo de ler, os “protocolos de leitura”. G. Genette cunha de paratexto
o conjunto de elementos que constituem a fronteira do texto, a sua
periferia. Os elementos constitutivos do paratexto podem traduzir
informações, intenções, interpretações. O aparato crítico sendo o
discurso envolvente do texto constitui o seu metadiscurso . São exemplos
de adenda a Introdução e Notas a Eurico, o Presbítero (1ª ed.
1844) de Alexandre Herculano ou os Prefácios às segunda e terceira
edições do Romanceiro (1828, l843) de Almeida Garrett bem como a
Advertência às Folhas Caídas (1853) do mesmo autor. Estes
paratextos ilustram bem a nova relação autor-texto e autor-leitor que
surge com o romantismo. Quer Herculano, quer Garrett deixam transparecer
nestes textos o desejo de delimitar claramente a sua autoria, de
demonstrar abertamente a sua autoridade relativamente à obra de modo a
apresentarem a sua escrita como pura criação original. A obsessão de
originalidade «não é mais do que a fobia do plágio , o medo da
reprodução, da imitação, da colagem ao Outro» (Mª Augusta Babo, A
Escrita do Livro, p.112). |
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Administração
(História) |
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Conjunto de leis e de órgãos que garantem a organização e o
funcionamento das instituições. |
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Afolheamento Trienal
(História)
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Alternância das culturas numa propriedade rural, em que se divide a
terra em três "folhas". Numa semeia-se a cultura de Inverno, noutra a
cultura de Primavera, ficando a terceira de pousio. Nos anos seguintes
procede-se à rotação das culturas. |
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Ágon
(Português)
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(cf. Elementos
da tragédia Grega)
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Agnosticismo
(Filosofia)
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Atitude filosófica que considera que o absoluto (ver absoluto) não é
acessível ao espírito humano. Os agnósticos opõem-se aos «dogmáticos»
(que afirmam a verdade absoluta dos seus raciocínios). Os agnósticos
distinguem-se dos ateus, uma vez que não negam a existência de Deus, mas
sim a possibilidade de conhecer a existência de Deus, sem contudo se
preocuparem em pronunciar negativamente sobre o facto dessa existência.
Quer a existência, quer a inexistência de Deus não são demonstráveis à
luz da razão, razão pela qual o homem não tem de emitir juízos sobre
esta questão. |
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Agricultura biológica
(Geografia)
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Modo
de produção agrícola que exclui a utilização de produtos químicos e se
apoia na investigação científica relativamente à luta antiparasitária e
à preservação dos solos. Permite a obtenção de alimentos de elevada
qualidade nutritiva. |
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Agro-pastoril
(História) |
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Ligado simultaneamente à agricultura e à pastorícia (criação de gado). |
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Aia
(Português)
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«A
Aia» é um famoso conto da autoria de Eça de Queirós, incluído na obra «
Contos» .Dela fazem também parte narrativas dispersas pela imprensa,
compostas entre 1874 e 1898, organizada por Luís de Magalhães. São elas:
"Singularidades de uma rapariga loura", "Um Poeta Lírico", "No Moinho",
"Civilização", "O Tesouro", "Frei Genebro", "Adão e Eva no paraíso", "O
Defunto", "José Matias", "A Perfeição" e "O Suave Milagre". Protagonista
do conto "A Aia" é uma personagem sem nome próprio, apresentada como uma
"bela e robusta escrava que amamentava o príncipe", nascido no mesmo dia
em que nascera o seu próprio filho. Morto o rei numa batalha, o príncipe
é ameaçado pelo tio. Uma noite dá-se o rapto e assassinato da criança,
depois de violentamente arrancada do berço; só que a aia, num gesto de
abnegação e sacrifício, trocara o príncipe pelo seu próprio filho, desse
modo salvando o herdeiro do trono. |
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Alba
(Português) |
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Na lírica medieval
provençal, tematiza a amargura e melancolia que decorrem da separação de
dois amantes ao amanhecer. As cantigas que têm merecido esta designação
não registam todos estes elementos tópicos.
Levad', amigo que
dormides as manhanas frias,
de Nuno Fernandes
Torneol, revela-se um exemplo da assimilação do género à tradição
poética da cantiga de amigo. |
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Alcorão
(História) |
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Livro sagrado dos Muçulmanos. |
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Alegoria
(Filosofia) |
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Representação de uma ideia por meio de imagens. (ver a Alegoria da
Caverna de Platão). |
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Alegoria
(Português) |
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Metáfora ou série
de metáforas que concretizam um pensamento ou uma realidade abstracta.
A alegoria aparece muitas vezes como uma personificação (de virtudes,
defeitos, etc.), mas pode corresponder a um processo de construção mais
global (de um conto, de um poema, etc.). 0 sentido alegórico nasce da
articulação dos termos metafóricos patentes, que traduzem a realidade
abstracta a representar.
Ex.: Auto da Alma,
Auto da Barca do
Inferno,
de Gil Vicente; o
conto "A viagem", de Sophia de Mello Breyner Andresen. |
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Aliança
(História) |
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Tratado de união. |
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Alienação
(Filosofia)
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Tem
origem no latim e significa «estrangeiro», de alus, outro. O primeiro
filósofo a teorizar o conceito de alienação foi Hegel. Assim o espírito
para se realizar deve exteriorizar-se, ou seja, objectivar-se numa obra,
mas ao mesmo tempo deve tornar-se estranho a si próprio. O percurso da
história é precisamente o processo através do qual o espírito
perdendo-se primeiro, volta de facto a encontrar-se, cumprindo-se
através das suas realizações: a arte, a religião e finalmente a
filosofia. Também Marx irá reflectir sobre este conceito. Este pensador
considera que a alienação operária corresponde ao facto dos operários
não serem proprietários do seu produto de trabalho, ou seja, o operário
é alienado porque é tratado como uma coisa, como um instrumento de
trabalho. |
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Aliteração
(Português /Literatura) |
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Figura de estilo que consiste na repetição intencional de sons
consonânticos dentro da mesma palavra ou em várias palavras seguidas.
ex.:
“Olha a bolha d’água no galho! /Olha o orvalho!”
(Cecília Meireles).
“Menina
e moça me levaram de casa de minha mãe para
muito longe.”
(Bernardim Ribeiro)
"Na
messe, que enlourece, estremece a quermesse"
(Eugénio de Castro)
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Aljamia
(Português) |
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Termo que remete para a sobrevivência na Península Ibérica, e até ao
século XVII, de uma cultura árabe e mourisca. Designa romances
hispânicos como o castelhano, o moçárabe ou o português, línguas não
árabes, por conseguinte, mas representadas em caracteres árabes.
Inicialmente correspondeu a um conceito oposto ao de arabia ou
aravia (língua dos árabes), mas evoluiu depois para o significado de
língua escrita aplicada à literatura herdeira da arábica, de natureza
essencialmente religiosa. A literatura aljamiada foi sobretudo cultivada
em Espanha, se bem que se conheçam igualmente textos em aljamia
portuguesa como uma colecção de epístolas do século XV, publicadas por
David Lopes, ou a fala da Moura nas Cortes de Júpiter de Gil
Vicente.
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Alma
(Filosofia)
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Do
latim anima, do grego ánemos, vento. Por alma entende-se o princípio
vital do corpo, o princípio imaterial que se considera ser a origem da
vida material, da sensibilidade e do psiquismo do homem. Às vezes serve
para designar o conceito de mente e mesmo de espírito. A alma surge a
partir da pergunta que o homem coloca a si próprio, sobre o núcleo
íntimo da sua natureza, sendo um conceito que diz respeito
simultaneamente a duas questões distintas: por um lado a natureza da
vida caracterizada pelo automovimento e pela reprodução e por outro
relaciona-se com as manifestações do intelecto. Se entendida na primeira
perspectiva, a alma deve ser entendida como princípio vital do seres
animados e que muitas vezes sobrevive ao próprio corpo. Encarado na
segunda perspectiva a alma é princípio de racionalidade, princípio do
pensamento, da sensibilidade, dos afectos e da vontade: Quando entendida
nesta dimensão a alma evidencia a complexa ligação existente entre alma
e corpo, entre mente e corpo. |
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Almorávidas
(História) |
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Dinastia berbere ou muçulmana do norte de África. |
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Alónimo
(Português) |
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Nome
artístico adoptado por um autor ou obra publicada com o nome de outrem.
O termo relaciona-se com os conceitos de pseudónimo, criptónimo e nom
de plume (usado em contextos ingleses) ou nom de guerre (nome
preferido em contextos franceses). São exemplos de alónimo o nome
Publius que foi utilizado por uma plêiade de intelectuais
norte-americanos - Alexander Hamilton, John Jay, James Madison -, que
publicaram com esse nome uma série de artigos em The Federalist,
que contribuiriam para a ratificação da Constituição dos Estados Unidos
da América. Na literatura portuguesa, um dos alónimos mais famosos foi o
de Fradique Mendes, que serviu de identidade literária fictícia a
autores como Antero de Quental, Eça de Queirós e Batalha Reis. Todos os
casos individuais de utilização de um falso nome (pseudónimo) para
assinar obras literárias podem ser também considerados alónimos, pois
trata-se da adopção de um "outro nome", como indica a etimologia do
termo: José Régio (para José Maria dos Reis Pereira), Miguel Torga (para
Adolfo Rocha), George Orwell (para Eric Blair), Voltaire (para François
Marie Arouet), etc. |
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Alostrófico
(Português) |
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Poema cujas estrofes são todas desiguais entre si, quanto ao número de
versos ou quanto ao número de sílabas métricas de cada verso (estrofes
heterométricas). Em inglês, deve-se a Milton a introdução do termo
alloeostropha, no prefácio de Samson Agonistes, aplicando-se
quer às estrofes irregulares quer ao poema que as contém. A partir do
modernismo, uma vez ultrapassada a rigidez dos padrões tradicionais,
este tipo de estrofe é o que predomina largamente. |
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Alótropos
(Ciências Físico-Químicas) |
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Formas estáveis do mesmo elemento que diferem nas suas propriedades
físicas e químicas. |
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Alta Idade Média
(História) |
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Período medieval compreendido entre o século V e o século X. |
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Alternância
(Português) |
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Técnica narrativa
que consiste em contar duas ou mais histórias de maneira intercalada, de
forma que ora se narra uma ora outra. (cf. Sequência) |
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Alvorada
(Português) |
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O mesmo que Alba. |
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Ambiente / Envolvente Contextual
(Ciências Económico-Sociais)
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Conjunto de fenómenos diversos que condicionam a actuação de uma
empresa, mas que lhe permitem simultaneamente operar. São variáveis de
carácter social, demográfico, tecnológico, económico, político, legal,
etc., que, na maior parte dos casos, são para a empresa um dado que tem
de analisar na definição das suas estratégias. Análise SWOT – Avaliação
da posição competitiva de uma empresa segundo 4 variáveis: pontos fortes
e pontos fracos da organização; oportunidades e ameaças do meio
envolvente. |
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Amizade
(Filosofia)
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Do
latim amicitia «amizade», do grego philia. A origem grega desta palavra
remete para duas significações: uma com um sentido mais lato, que
significa um sentimento de amizade de simpatia e de afeição pelo outro,
e um significado mais restrito que remete para a concepção aristotélica
deste conceito. Aquilo que Aristóteles designa por «amizade verdadeira»
é selectiva, é rara e elaborada. Assim aquela possui três
características:
1) É
uma virtude, já que não pode ser considerada um poder ou uma paixão,
devendo antes ser um estado de espírito permanente, adquirido pelo
hábito e activamente cultivado.
2) A
amizade quando materializada dá conta de escolha livre e de uma decisão
partilhada de um modo recíproco.
3) A
outro deve ser amado desinteressadamente e não dos benefícios que eu
posso retirar dessa mesma amizade.
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Amor
(Filosofia)
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Do
latim «amor». «afeição», «vivo desejo». Corresponde ao movimento do
coração que nos leva em direcção a um ser, um objecto ou a um valor
universal. É neste sentido que Platão, nos diálogos O Banquete,
distingue diferentes hierarquias no amor: este pode referir-se a um
indivíduo concreto, a uma ideia geral (ex: o amor dos valores nacionais
ou profissionais, etc.), ou à sua função especulativa do homem. Este é o
amor autêntico já que representa aquele que nos permite aceder através
da contemplação, ao verdadeiro e ao belo. |
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Anacoluto
(Português) |
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Interrupção do
membro inicial de um período para formar outro, de acordo com um novo
pensamento que com o primeiro se cruza, exigindo uma construção
sintáctica diferente.
Ex.:
"Eu, que cair não pude neste engano / (Que é grande dos amantes a
cegueira), /Encheram-me, com grandes abondanças, / O peito de desejos e
esperanças" (Luis de Camões).
Interrupção
violenta ou progressão inconsistente da sequência lógica de uma frase,
que continua ou finaliza em termos substancialmente diferentes do seu
início. Por esta razão, também se chama ao anacoluto frase quebrada.
Por exemplo: “O dia, esse bojo de linfa, uma vertigem de hélio -
arcaicamente / como pretexto para luzirem / cortejos: animais, bárbaros
crânios de ouro; / um branco suspiro, extenua as gargantas dos áruns; /
pálpebras no granito despedem-se do mundo.” (Herberto Helder, Última
Ciência, 1988, in Poesia Toda, 1990).
O anacoluto é
comum na linguagem coloquial e também frequente na poesia e na oratória.
Nas situações discursivas da oralidade que não respeitam as regras de
concordância verbal ou a sintaxe, o anacoluto é considerado uma
corrupção gramatical. São muitas as construções orais que constituem
anacolutos, por exemplo: “O avião, não te disse, está atrasado.”, em vez
de: “Não te disse que o avião está atrasado?” Este tipo de anacoluto não
funciona, naturalmente, como recurso estilístico, por isso tende a ser
considerado um mero problema de solecismo. Portanto, em termos
restritos, pode-se considerar anacoluto apenas um problema de
concordância: um sujeito inicial que fica sem predicado, para concentrar
a atenção num segundo já acompanhado de predicado que não serve o
primeiro. A tradição gramatical define ainda o anacoluto apenas como a
utilização do pronome relativo sem antecedente, situação muito frequente
nos provérbios: “Quem escuta de si ouve.” e na poesia: “Que uma coisa
pensa o cavalo; / outra quem está a montá-lo.” (Alexandre O’Neill, “A
história da moral”, Poesias Completas, IN-CM, Lisboa, 1990). |
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Anacronia
(Português) |
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Recurso narrativo
que consiste na alteração da ordem cronológica linear. |
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Anadiplose
(Português) |
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Repetição de uma
palavra(s) em posição final numa frase ou num verso no princípio da
frase ou verso seguinte. Por exemplo, o seguinte poema de Manuel
Bandeira, que abre e fecha com esta figura: "O córrego é o mesmo, /
Mesma, aquela árvore, / A casa, o jardim. / Meus passos a esmo / (Os
passos e o espírito) / Vão pelo passado, / Ai tão devastado, /
Recolhendo triste / Tudo quanto existe / Ainda ali de mim / - Mim
daqueles tempos!" ("Peregrinação", Obras Poéticas, Minerva,
Lisboa, 1956). Trata-se de uma figura de retórica mais frequente em
textos poéticos. O efeito de cascata pretendido é o de reforçar o valor
semântico do termo repetido, que funciona como eco, fazendo recordar o
processo medieval do leixa-pren. Foi bastante explorada pelos
poetas barrocos, como no soneto de Gregório de Matos: “Contempla na
borboleta exemplos do seu amor”: Tu a vida deixas, eu a morte imploro, /
Nas constâncias iguais, iguais nas famas.” (Poetas do
Período Barroco, apres. de Maria Lucília Gonçalves Pires,
Comunicação, Lisboa, 1985, p.263). Como figura, a anadiplose apenas diz
respeito à construção de um texto e não ao seu sistema de ideias, que
dificilmente se altera com o seu uso. |
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Anáfora
(Português /Literatura) |
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Figura de
estilo que consiste na repetição, no início de frases ou de versos
sucessivos, de uma palavra ou grupo de palavras. Ex.: “Porque os
outros se mascaram mas tu não/ Porque os outros usam a virtude…”,
Sophia de Mello Breyner Andresen.
-
Diz-se que um
segmento do discurso é anafórico quando se torna necessário, para
lhe darmos uma interpretação, reportarmo-nos a um outro segmento do
mesmo discurso.
-
Do grego
anafora (ana-ferw): levantar, levar para cima, puxar para si, e, por
extensão, oferecer, relatar, narrar, imputar algo a alguém), o termo
é utilizado em várias acepções. No ritual litúrgico, designa
a parte mais importante da celebração eucarística, o cânone, no
decurso do qual o celebrante rememora a Última Ceia de Jesus com os
seus discípulos. Na retórica, designa a figura que consiste na
repetição de um mesmo termo no início de várias frases, criando
assim um efeito de reforço e de coerência. Na linguística, alguns
autores utilizam também este termo para designar as unidades
verbais, a que outros autores dão o nome de representantes,
que remetem para outras anteriormente presentes no mesmo texto,
contribuindo deste modo para a construção da unidade textual. Os
termos representantes ou anafóricos podem muitas vezes ser
substituídos por pronomes relativos. Assim, no enunciado «Encontrei
um amigo. Ele disse-me que te conhecia», o termo ele é um
termo anafórico ou um representante, visto se referir a «um amigo»
anteriormente referido.
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Anagogia
(Português)
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Forma de hermenêutica dos textos sagrados que permite apreender o seu
sentido místico. Tradicionalmente, a hermenêutica bíblica possui quatro
níveis de interpretação, por ordem crescente: o literal, o alegórico, o
moral e o anagógico. A obra dos autores clássicos como Virgílio e Dante,
por exemplo, foram objecto de interpretações anagógicas. No caso de
Virgílio, os exegetas medievais souberam ler nos seus versos um sentido
místico que traduzia a esperança do regresso de Cristo à Terra.
Jerusalém foi interpretada em todos os sentidos: literalmente, como
cidade santa; alegoricamente como a imagem da Igreja; moralmente como o
símbolo dos crentes; e anagogicamente como a Cidade de Deus.
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Anagnórise
(Português)
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Elemento dramático
de surpresa, de regra na tragédia clássica. Passagem do ignorar ao
conhecer, de uma situação em que se descobre uma horrível discrepância
entre a aproximação afectiva naturalmente ditada por laços consanguíneos
de parentesco e a hostilidade inelutável que a eles se sobrepõe. (cf.
Elementos da tragédia Grega) |
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Analepse
(Português)
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Processo narrativo
(também designado por flashback)
que consiste no relato de acontecimentos anteriores ao
presente da acção e mesmo em alguns casos anteriores ao seu início. |
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Análise
(Filosofia)
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Do
grego analysis, «desligar». Como procedimento metodológico consiste na
decomposição de um todo (fenómeno, problema, texto), nas partes que o
compõem com o objectivo de o entender. O conceito de análise aparece nos
Elementos de Geometria de Euclides (280 a.C.) e o comentário do Papa de
Alexandria (300- 350 d.C.). Nesta altura entendia-se o conceito de
análise, por oposição à síntese. Assim o mesmo corresponde ao aspecto
dedutivo do processo demonstrativo (que vai dos princípios para as
consequências), enquanto que a síntese representaria o momento dedutivo
que vai das consequências para os princípios.) Descartes aplicou à
Filosofia a ideia de um método essencialmente analítico, proveniente do
método matemático, como o objectivo de fornecer à Filosofia o mesmo
rigor que encontrou nas Matemáticas. |
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Anã branca
(Biologia / Geologia)
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É o
que resta de um núcleo de uma estrela depois de cessar a fusão nuclear.
São muito pequenas, por vezes com um diâmetro inferior ao da Terra e não
possuem uma fonte térmica interna mas radiam gradualmente a sua energia
residual. Quando esta acabar torna-se num corpo escuro e frio – anã
negra. |
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Anankê
(Português) |
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O destino ou
necessidade, elemento fundamental da tragédia; é a força inexorável que
determina o rumo da acção e à qual humanos, heróis e deuses têm de se
submeter. (cf. Elementos da tragédia Grega) |
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Anástrofe
(Português)
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Inversão da ordem natural dos elementos da frase. Não obscurece
o sentido do pensamento, como pode suceder com o hipérbato.
Ex.:
"No
rigor da verdade, estás pintada, /No rigor da aparência, estás com vida"
(Gregório de Matos). |
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Animação
(Geografia) |
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A
exibição de uma sequência de imagens estáticas para dar a ilusão de
movimento contínuo. |
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Animismo
(Português) |
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Processo em que se
atribui vida a seres inanimados.
Ex.:
"Desce em folhedos
tenros a colina" (Camilo Pessanha). |
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Anisocronia
(Português)
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Conjunto de
processos narrativos (elipse, sumário) mediante os quais se manifesta a
desproporção temporal entre a narração e os eventos narrados.
Alteração da
duração da história narrada. O processo oposto chama-se isocronia. A
anisocronia é um processo de modificação do ritmo ou da velocidade da
narrativa (“efeitos de ritmo”, no léxico de Genette), que regula a
relação entre o tempo da história, medido em segundos, minutos, horas,
etc., e a extensão do texto, medida em linhas e páginas. Ocorre quando o
narrador prolonga mais o tempo da história com descrições mais ou menos
supletivas, ou quando, pelo contrário, esse tempo é reduzido, resumindo
em poucas linhas factos que tiveram lugar num espaço de tempo maior,
como neste exemplo de António Lobo Antunes que, em As Naus,
resume os factos decorridos durante doze anos a poucas linhas: “Diogo
Cão habitou Loanda doze anos, sete meses e vinte e nove dias, sempre
numa casinha do Bairro de Alvalade que as glicínias tropicais e as
lagartas de África erodiam (. . .)” (Publ. Dom Quixote, Lisboa, 1988,
p.152).
Os
processos que desencadeiam as anisocronias são a pausa, a elipse e o
sumário, por um lado, como recursos da economia da narrativa, e as
digressões, por outro lado, como forma de suspender a progressão do
tempo da história, dilatando o tempo do discurso. Estão, neste caso, os
exercícios de retrospecção e divagação especulativas sobre assuntos
marginais à intriga principal. Pode ficar como exemplo clássico o
capítulo IX de Viagens da Minha Terra, de Almeida Garrett,
repleto de digressões que prolongam nitidamente o tempo do discurso,
desde as considerações sobre o teatro de Manuel de Figueiredo até às
reflexões sobre topónimos.
O processo de
jogar com anisocronias no interior de uma narrativa, variando a relação
tempo da história/tempo do discurso, tem sido explorado até aos seus
limites dentro do que se convencionou chamar romance pós-moderno, porém,
tal verifica-se prematuramente não só nas Viagens na Minha Terra,
como, nos primórdios da história do romance, com o Tristram Shandy,
de Laurence Sterne. Neste romance, o jogo anisocrónico permite ao
narrador controlar criativamente o desenrolar da história, por exemplo,
introduzindo uma personagem a bater a uma porta num dado capítulo e só a
deixar entrar, dando sequência à cena, vários capítulos à frente. |
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Anos-luz
(Biologia / Geologia)
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É
uma unidade de medida astronómica que corresponde à distância percorrida
pela luz num ano, que é de 9 biliões e meio de quilómetros. Sabendo que
a luz propaga-se à velocidade de 300 000 km/s e a luz do Sol demora
cerca de 8 minutos a chegar à Terra. |
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Ansi (American National Standards Institute)
(Informática) |
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Organismo normativo americano. |
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Antanáclase
(Português) |
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[Do
gr. antanáklasis, “repercussão”.] Figura de linguagem que
consiste na repetição de uma palavra nos seus diferentes sentidos, por
exemplo, no famoso aforismo de Pascal: “O coração tem razões, que
a própria razão desconhece.” No conhecido poema
“Autopsicografia”, de Fernando Pessoa, que começa com esta quadra: “O
poeta é um fingidor. / Finge tão completamente / Que chega a fingir que
é dor / A dor que deveras sente.”, a palavra “dor” é repetida com
sentidos diferentes, porque o próprio Poeta joga com a sinceridade da
dor fingida em oposição à dor verdadeiramente sentida.
A
antanáclase está próxima da paronomásia e do trocadilho e pode ser
sinónima da diáfora. Aristóteles estuda a antanáclase na Retórica,
chamando a atenção para o efeito de surpresa que se pode obter com o bom
uso desta figura. Isso soube fazer com mestria D. Francisco Manuel de
Melo com as variantes e homonímicas e paronímicas possíveis para a
palavra “pelo”: “Meus amigos, digo que me pelo por ouvir quatro
equívocos. Se eles caem a pêlo, têm a sua galantaria; não já como
muitos, que vêm pelos cabelos; apelo eu, que os dissesse.” (Feira de
Anexins, I, 1).
Em
Fictional Truth
(1990), Michael Riffaterre estuda esta figura de retórica para
investigar o processo de criação de uma narrativa a partir da silepse.
Cf.
diáfora; paronomásia; silepse; trocadilho. |
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Antítese
(Filosofia) |
|
Oposição entre duas proposições. O contrário da tese. |
|
Antítese
(Português) |
|
Recurso de estilo que consiste numa oposição entre determinadas
realidades, servindo para realçar determinados contrastes; Exemplo: «O
esforço é grande e o homem é pequeno.» (Fernando Pessoa, Mensagem) |
|
Antropocentrismo
(Filosofia) |
|
Do
grego, antropos. «homem» e do latim centrum «centro».
Concepção que considera o homem como o centro de todas as representações
e de toda a verdade. |
|
Antropologia Filosófica
(Filosofia) |
|
Estudo filosófico do homem. Em metafísica, a antropologia opõe-se à
ontologia, que é o estudo filosófico do ser. Uma Filosofia antropológica
é uma Filosofia humanista. «Conhece-te a ti mesmo e deixa a Natureza aos
deuses» (Sócrates), é o exemplo deste tipo de Filosofia. |
|
Antropomorfismo
(Filosofia) |
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Grego, antrophos, «homem» e morphé, «forma». Tendência que considerar
toda a realidade como semelhante à realidade humana. |
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Antropomorfismo
(História) |
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Representação plástico-literária dos deuses em forma humana. |
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Antropónimos
(Português) |
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Nomes, sobrenomes ou apelidos de pessoas (ex.: Luís de Camões, D.
Pedro,...) |
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Amblisia
(Português) |
|
Artíficio da linguagem que serve para atenuar num interlocutor o
eventual impacte de uma má notícia. Esta figura está próxima do
eufemismo. Na literatura clássica, é um recurso frequente na fala de
mensageiros de más novas, os quais, para evitar alguma catástrofe
brusca, tentavam preparar psicologicamente os destinatários. Na
Castro, de António Ferreira, o seguinte diálogo exemplifica o efeito
da amblisia: “Messageiro: Oh triste nova, triste messageiro /
Tens ante ti, Senhor. Ifante: Que novas trazes? Messageiro:
Novas cruéis; cruel sou contra ti, / Pois m’atrevi trazê-las. Mas
primeiro / Sossega teu esprito e nele finge / A mor desaventura que te
agora / Podia acontecer; que grã remédio / É ter o esprito armado à má
fortuna. Ifante: Tens-me suspenso. Conta, que acrescentas / O Mal
com a tardança.” (V, ii). Este último termo “tardança”, dentro da
economia do drama, pode funcionar como sinónimo de amblisia. |
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Aparte
(Português) |
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Palavras ditas por uma personagem (destinadas a serem ouvidas
só pelos espectadores), dando a entender ao público que as outras
personagens com quem contracena não as ouvem no momento. Através dos
apartes o público torna-se cúmplice dos actores. |
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Apartheid
(História) |
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Política de segregação social que se projecta por vezes nos direitos
políticos. |
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Apólogo
(Português) |
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Género alegórico que consiste numa narrativa que ilustra uma lição de
sabedoria, utilizando personagens de índole diversa, reais ou
fantásticas, animadas ou inanimadas. Servem de exemplos clássicos os
apólogos de Fedro e Esopo. Confunde-se facilmente com a fábula, embora
esta se concentre mais em relações nais que envolvem coisas e animais, e
com a parábola, que se ocupa mais de histórias entre homens e figuras
alegóricas com sentido religioso. Hegel considera-a uma forma de
parábola: “Pode-se considerar o apólogo como uma parábola que não
utiliza apenas, e a título de analogia, um caso particular a fim de
tornar perceptível uma significação geral de tal modo que ela fica
realmente contida no caso particular que, no entanto, só é narrado a
título de exemplo especial.” (Estética, II, 2c, Guimarães
Editores, Lisboa, 1993, p.223).
No século XVII, em Espanha, fizeram escola os apólogos de
Los Sueños, de Quevedo, e Coloquio de los perros, de
Cervantes. Ficaram célebres entre nós, os Apólogos Dialogais
(1712), de D. Francisco Manuel de Melo. Como todos os apólogos, têm por
fim interferir de alguma forma com o comportamento social e moral dos
homens, modificando-o pelo exemplo, se possível. No século XIX,
registam-se os Apólogos (1820), de João Vicente Pimentel
Maldonado, poeta menor do arcadismo, inspirado nas fábulas de La
Fontaine, e “Um Apólogo”, de Machado de Assis (incluído na colectânea
Várias Histórias, 1896). Os Contos Tradicionais Portugueses,
compilados por Teófilo Braga, são, na maior parte, verdadeiros apólogos. |
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A
posteriori
(Filosofia) |
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Significa que é adquirido pela experiência. (Ver a priori) |
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Apóstrofe
(Português) |
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Etimologicamente,
mudança de rumo. Interrompe-se o discurso para invocar alguém, através
do vocativo, normalmente em forma exclamativa.
Ex.:
"Ó retrato da
Morte! Ó noite amiga!" (Bocage). |
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Apotegma
(Português) |
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Frase breve de
carácter aforístico, geralmente de alcance universal. O apotegma aparece
quase sempre com linguagem figurativa e na forma de uma máxima ou
sentença. Distingue-se do aforismo e do provérbio por ser mais prático e
focalizado; a autoria do apotegma é também, regra geral, reservada a
figuras notáveis da cultura, ao passo que o aforismo e o provérbio podem
ter origem popular. Na Antiguidade, registaram-se os apotegmas e
anedotas dos Padres do Deserto egípcio na compilação Apophthegmata
Patrum e, no século I a.C., Plutarco reúne em Apophthegmata
Laconica as máximas de reis, políticos e militares notáveis de todos
os tempos e lugares. Francis Bacon publicou uma colecção com o título
Apoththegms New and Old (1624). São bem conhecidos os apotegmas de
Ben Johnson, por exemplo, “Patriotism is the last refuge of a
scoundrel.” O Padre Manuel Bernardes deixou na sua A Nova Floresta ou
Silva de Vários Apótegmas, e Ditos Sentenciosos Espirituais, e Morais,
com Reflexões em que o Útil da Doutrina se Acompanha com o Vário da
Erudição Assim Divina, Como Humana (5 vols., 1706-1728) uma
importante colecção de apotegmas. O Marquês de Maricá ficou célebre
pelas suas Máximas, Pensamentos e Reflexões (1837-43), de onde se
regista este apotegma: “A vaidade de muita ciência é prova de pouco
saber.”
No
pensamento antigo, não é raro recorrer-se ao chamado apotegma numeral,
isto é, aquele no qual se afirma que três, quatro ou mais coisas são
isto ou aquilo. Por exemplo, na Bíblia, no Livro dos Provérbios: “Por
três coisas se alvoroça a terra, e a quarta não a pode suportar: Pelo
servo, quando reina; e pelo tolo, quando anda farto de pão: Pela
mulher aborrecida, quando casa; e pela serva, quando fica
herdeira da sua senhora.” (30, 21-23). À entrada do templo de Apolo, em
Delfos, estavam as famosas máximas da doutrina délfica, como “Conhece-te
a ti mesmo.” ou “Nada em excesso.”. |
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Applet
(Informática)
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Pequena aplicação, como um programa utilitário ou processador de texto.
Os programas Java são normalmente denominados de Applets Java, porque
são de dimensão relativamente reduzida. |
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A
priori
(Filosofia)
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O
que é anterior a toda a intervenção da experiência. Neste sentido
opõe-se a toda a experiência. O a priori distingue-se de a posteriori
tal como o conhecimento racional se distingue do conhecimento empírico.
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Arcaísmo
(Português) |
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Palavra ou expressão que entrou em desuso numa língua. O arcaísmo pode
ter um efeito estilístico quando ocorre para recuperar a virtualidade de
um termo antigo. Tal acontece na literatura, quando um escritor insiste
me não deixar morrer um termo antigo que lhe é caro por algum motivo. O
romance histórico convencional tem necessidade de recuperar a linguagem
da época através de arcaísmos que asseguram a cor local. Se, num texto
literário, o uso de um arcaísmo não é intencional, considera-se um erro
de expressão (por exemplo, hoje é difícil aceitar o uso de “quiçá”, que
muitas vezes ocorre em pretensões de estilização). É necessário o leitor
possuir conhecimentos de história da língua para poder avaliar o uso
estilístico do arcaísmo.
Podemos distinguir arcaísmos lexicais (uso de um termo
obsoleto, por exemplo: “à guisa de”, locução hoje substituída por “à
maneira de”), semânticos (uso de um sentido obsoleto de um termo, como
“físico” por “médico”) e gramaticais (uso de construções obsoletas, que
se encontram, a título de exemplo, em abundância nas Viagens na Minha
Terra, de Almeida Garrett, que trouxe para a sua prosa um estilo
muito oralizante: “Lembrou-me o rouxinol de Bernardim Ribeiro”
(cap.X); “E dizem que saudades que matam” (cap.XXXVIII);
“Chegue-me a Santarém, descanse, e ponha-se-me a ler a crónica”
(cap.XXVI) ).
Existe ainda uma componente humorística que pode ser
acrescentada ao uso estilístico do arcaísmo, traço que já Fernão de
Oliveira, na sua sistematização gramatical publicada em 1536, registava.
Veja-se, por exemplo, o uso de terríbil neste poema de Carlos
Drummond de Andrade: “Senhor! Senhor! / quem vos salvará / de vossa
própria, de vossa terríbil / estremendona / inkomunikhassão?” (Impurezas
do Branco). |
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Arc de Triomphe
(Francês)
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L'arc de Triomphe se situe sur la Place de l'Etoile, qui fut à
l'origine, une colline de 5 mètres de haut, aplatie en 1774. La
terre récupérée de cette opération fut employée pour renforcer
l'avenue des Champs-Élysées. En 1787, deux énormes monuments se
trouvaient sur cette place, qui servait d'entrée douanière pour
Paris. La construction de l'Arc de Triomphe, commandée par
Napoléon après son retour d'Austerlitz, commença en 1806.
En 1831, l'édifice était achevé, et en 1836, les noms de
batailles et de 600 généraux de l'empire Napoléon étaient gravés
sur le monument. Le roi de l'époque, Louis Philippe est venu
inaugurer l'Arc.
L'Arc de Triomphe est la plus grande et la plus haute arche du
monde. En volume, elle est 20 fois plus grande que le Septième
Sévère à Rome, et en poids (50 000 tonnes), elle est 7 fois plus
lourde que la Tour Eiffel. Elle n'a jamais était complété. Une
variété de projets étaient proposée pour couronner son sommet,
mais aucun n'a jamais abouti.
Le 28 Janvier 1921, un soldat anonyme était enterré sous l'Arc,
et une flamme éternelle allumée en son honneur.
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Argumentação
(Filosofia)
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|
Série de argumentos tendentes para a mesma conclusão, maneira de
apresentar e de dispor os argumentos. No ensino, este termo é sinónimo
de raciocínio, de demonstração, de dialéctica, e refere-se a toda a
tentativa ou acção que leva o aluno a pensar de forma lógica, coerente,
a fim de atingir uma prova, uma afirmação, uma conclusão. |
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Argumento
(Filosofia) |
|
É,
em geral, um raciocínio mediante o qual se tenta provar ou refutar uma
proposição, ou tese, convencendo alguém da verdade ou falsidade da
mesma. |
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Array
(Informática)
|
|
Uma
sequência ordenada de dados. Um vector é um array de uma dimensão, uma
matriz é um array de duas dimensões. Muitas linguagens de programação
têm a capacidade de armazenar e manipular arrays de uma ou mais
dimensões, como o Pascal. Estes são utilizados extensivamente em
simulações científicas e em processamentos matemáticos. |
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Article
(Informática) |
|
Um
texto existente na Usenet/News. |
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Assíndeto
(Português) |
|
Omissão dos
elementos de ligação (em geral conjunções copulativas) entre palavras ou
frases, produzindo um efeito "martelante" que confere ao discurso
rapidez, força e energia.
Ex.: "Eu hoje
estou cruel, frenético, exigente" (Cesário Verde).
|
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Assonância
(Português /Literatura) |
|
Figura de estilo que consiste na repetição intencional dos mesmos sons
vocálicos. Ex.: “Tem um nome estranho a Isa. /Não é Isabel
nem Isaura, /também não é Isadora /e não chega a ser Elisa
/nem um resto de Luísa. /A Isa é Isa, é isso.”
João Pedro Mésseder. |
|
Atafinda
(Português) |
|
Processo métrico
da poesia galego-portuguesa que consiste no encadeamento de versos e de
estrofes entre si até ao fim da cantiga. |
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Auto
(Português) |
|
Texto dramático,
de tema religioso ou profano, que se autonomizou provavelmente a partir
dos mistérios e moralidades medievais e que conheceu grande yoga nas
literaturas ibéricas. |
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Autobiografia
(Português) |
|
Género narrativo
em prosa em que o autor real, que é simultaneamente a personagem
principal, relata retrospectivamente a sua vida. |
|
Autocaracterização
(Português) |
|
Explicitação dos atributos da personagem pela
própria personagem (auto-retrato). |
|
Autor
(Português) |
|
Pessoa real responsável pela concepção e realização da obra literária. |
|
Aversão
(Português) |
|
Ou
hostilidade a:
Casamento – misogamia; contactos – misofobia; estrangeiros
– xenofobia; franceses – francofobia; homens –
misandria; ingleses – anglofobia; mulheres – misoginia;
novidade – misoneísmo; pessoas – misantropia; raciocínio –
misologia.
|
|
AAAS
(Informática) |
|
American Association for the Advancement of Science.
Associação Americana para o desenvolvimento da ciência. |
|
AAC
(Informática) |
|
Automatic Amplitude Control. Controlo automático de amplitude. |
|
AAT
(Informática) |
|
Arbitrated Access Timer. Temporizador de acesso arbitrado. |
|
ABL
(Informática) |
|
Automatic Brightness Limiter. Limitador automático de luminosidade. |
|
ABM
(Informática) |
|
Asynchronous Balanced Mode. Modo assíncrono equilibrado. |
|
AC
(Informática) |
|
Alternate Current. Corrente alterna. |
|
AC
(Informática) |
|
Access Control. Controlo de acesso. |
|
ACC
(Informática) |
|
Automatic Color Control. Controlo automático de cor. |
|
ACIA
(Informática) |
|
Asynchronous Communications Interface Adapter. Adaptador de interface
para comunicações assíncronas. |
|
ACID
(Informática) |
|
Atomicity, Consistency, Isolation and Durability.
Atomicidade, consistência, isolamento e durabilidade. |
|
ACK
(Informática) |
|
Acknowledge. Reconhecimento. |
|
ACSSB
(Informática) |
|
Amplitude Compandored Single SideBand. Banda lateral única com amplitude
comprimida. |
|
ACT
(Informática) |
|
Advisory Committee on Telecommunications. Comissão consultiva de
telecomunicações. |
|
ADAPSO
(Informática) |
|
Association of Data Processing Service Organisation.
Associação das organizações de processamento de dados. |
|
ADCCP
(Informática) |
|
Advanced Data Communication Control Procedure.
Procedimento avançado de controlo para comunicações de dados. |
|
ADC
(Informática) |
|
Analog to Digital Converter. Conversor analógico/digital. |
|
ADP
(Informática) |
|
Automatic Data Processing. Processamento automático de dados. |
|
ADPCM
(Informática) |
|
Adaptive Pulse Code Modulation. Modulação por impulsos codificados. |
|
ADR
(Informática) |
|
Address. Endereço. |
|
AD
(Informática) |
|
Letras de código de integrados fabricados pela Intersil; Analog Devices. |
|
AEC
(Informática) |
|
Atomic Energy Commission. Comissão da energia atómica. |
|
AES
(Informática) |
|
American Audio Engineering Society. Sociedade americana da engenharia do
áudio. |
|
AFC
(Informática) |
|
Automatic frequency Control. Controlo (comando) automático de
frequência. |
|
AFMR
(Informática) |
|
AntiFerroMagnetic Resonance. Ressonância anti ferromagnética. |
|
AFPC
(Informática) |
|
Automatic Frequency and Phase Control.
Controlo automático de frequência e fase. |
|
AFSK
(Informática) |
|
Audio Frequency-Shift Keying. Codificação por deslocamento de frequência
de áudio. |
|
AFT
(Informática) |
|
Automatic Fine Tuning. Sintonia fina automática. |
|
AF
(Informática) |
|
Audio Frequency. Audio frequência. |
|
AGC
(Informática) |
|
Automatic Gain Control. Controlo automático de ganho. |
|
AGND
(Informática) |
|
Analogic Ground. Massa analogical. |
|
AH
(Informática) |
|
Letras de código de integrados fabricados pela National Semiconductor. |
|
AIP
(Informática) |
|
American Institute of Physics. Instituto americano de física |
|
AI
(Informática) |
|
Application Interface. Interface para aplicações. |
|
ALC
(Informática) |
|
Automatic Level Control. Controlo automático de amplitude (ou potência). |
|
ALDC
(Informática) |
|
Adaptive Lossles Data Compression. Sistema de compressão de dados em
discos rígidos. |
|
ALE
(Informática)
|
|
Address Latch Enable. Activação do trinco de endereços. |
|
ALGOL
(Informática) |
|
Algorithmic Language. Linguagem orientada para problemas matemáticos e
científicos. |
|
ALU
(Informática) |
|
Arithmetic and Logic Unit. Unidade aritmética e lógica. |
|
ALVC
(Informática) |
|
Advanced Low Voltage CMOS. CMOS de baixa tensão. |
|
AM
(Informática) |
|
Letras de código de integrados fabricados pela AMD. |
|
AMSAT
(Informática) |
|
Radio Amateur Satellite Corporation. Corporação de satélites de
radioamadores. |
|
AM
(Informática) |
|
Amplitude Modulation. Modulação de amplitude. |
|
ANSI
(Informática)
|
|
(American National Standards Institute) – Uma organização americana
vocacionada para o estabelecimento de normas. Uma dessas normas é também
vulgarmente chamada de ANSI e define a transmissão de caracteres de
controlo para um terminal, permitindo tratamento de cores e outros
atributos, movimento do cursor, som, etc. |
|
API
(Informática)
|
|
(Application Program Interface) – A interface que permite que um
programa ou aplicação aceda a sistemas operativos e outros serviços. Uma
API é definida ao nível do código fonte e proporciona um nível de
abstracção entre a aplicação e o Kernel (ou outros utilitários
privilegiados) no sentido de assegurar a portabilidade dos códigos. Uma
Api pode ainda proporcionar uma interface entre uma linguagem de alto
nível e utilitários ou serviços de baixo nível que tenham sido escritos
sem considerações pelas convenções suportadas pelas linguagens
compiladas. |
|
ARAP
(Informática)
|
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(AppleTalk Remote Access Protocol) – Protocolo utilizado em computadores
Mac, que permite uma ligação estável (aos serviços que utilizem
AppleTalk) em linhas de baixa velocidade, tais como linhas telefónicas.
Possibilita também a utilização de logins e passwords. |
|
ARPA
(Informática) |
|
Advanced Research Projects Agency. |
|
ARPAnet
(Informática)
|
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Rede
de computadores criada em 1969 pelo Departamento de Defesa
norte-americano (por intermédio da ARPA), interligando na altura
instituições militares. Em meados dos anos 70 várias grandes
universidades americanas aderiram à rede, que deu lugar à actual
Internet. |
|
ASCII (American Standard Code For Information Interchange)
(Informática) |
|
É a
norma mundial que faz corresponder linguagem máquina aos caracteres
latinos, números, pontuação etc. Há 128 caracteres ASCII cada um podendo
ser representado por um número binário de 7 dígitos: do 0000000 até ao
1111111. |
|
ATM
(Informática)
|
|
Asynchronous Transfer Mode. Modo de transferência assíncrona. Trata-se
de uma tecnologia de telecomunicações que permite o transporte
simultâneo de som, imagem e dados, abrindo caminho à implementação de
aplicações multimédia. |
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AUP
(Informática) |
|
Acceptable use policy. |
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A
B
C D E F
G H I J
K L M N
O P Q R
S T U V
W X Y Z
B
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Bailia ou Bailada
(Português) |
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Designação
ambígua que se aplica quer às cantigas de esquema paralelístico
anafórico com leixa-pren e refrão e se destinavam ao coro e à
dança quer às cantigas de amigo que, independentemente da forma
estrófica, tratam de temas relacionados com a dança. |
|
Baixo-relevo
(História) |
|
Escultura feita num plano que lhe serve de fundo, em que as
figuras sobressaem pouco. |
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Balanço
(Ciências Económico-Sociais)
|
|
É um quadro (mapa, gráfico etc.) onde é demonstrada a situação
económico/financeira da empresa na data a que o balanço diz
respeito. O balanço avalia o valor da empresa mas não demonstra
o resultado, apenas apresenta o seu valor total. O Balanço é
composto de duas partes, que se encontram sempre em equilíbrio:
o Activo e o Capital Próprio e Passivo. |
|
Balanço Hídrico
(Geografia) |
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Diferença entre a disponibilidade em água e as necessidades de
consumo. |
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Bandeiras e bandeirantes
(Português e História)
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|
Bandeirantes
são chamados os
sertanistas que a partir do
século XVI penetraram nos sertões brasileiros em busca de
riquezas minerais, sobretudo a
prata, tão abundante na América espanhola, pedras preciosas
e semipreciosas, ou índios para escravização. Por vezes, o
reconhecimento do território para a Coroa portuguesa e o
controlo de levantamentos dos Índios eram também objectivos dos
bandeirantes.
As
expedições eram chamadas de
entradas ou bandeiras, e este último termo dado origem ao
nome bandeirante. Normalmente, os historiadores dividem
as entradas como movimentos promovidos pelo Governo, e bandeiras
as expedições particulares. Segundo um Bando Real de
1570, Lei das Ordenanças, nas zonas rurais, em vez da
companhia de Ordenanças, se organizava uma Bandeira: tinha
formação similar à de uma companhia sendo seus componentes
divididos em esquadras, reunindo-se os que estavam até a uma
légua da sede do Capitão-Mor. Esta a origem das Bandeiras, que
com um capitão e seus cabos exploraram o descobrimento e
devassamento do território brasileiro. Povoado de relevo foi o
de São Paulo, e o surto das bandeiras teve origem na obra dos
jesuítas com suas expedições de resgate ou tropas de resgate
para libertar prisioneiros de uma tribo que, atados a cordas ou
encerrados em currais, destinavam-se à morte.
Os mais famosos bandeirantes nasceram no que é hoje o Estado de
São Paulo. Foram os responsáveis pela conquista do interior e
extensão dos limites de fronteira do Brasil para além do limite
do
Tratado de Tordesilhas, acordo firmado entre
Portugal e
Espanha com a intenção de dividir a posse das terras do
Novo Mundo.
No entanto, os resultados destas expedições foram desastrosos
para os povos autóctones, ora reduzidos à servidão, deslocados e
descaracterizados na sua identidade cultural, ora dizimados, não
tanto pela violência dos colonos como pelo contágio de doenças
para as quais os seus organismos estavam desprovidos de defesas.
A acção dos bandeirantes foi da maior importância na exploração
do interior brasileiro, bem como na manutenção da economia da
colónia, fosse pelas suas consequências para o comércio, fosse
porque a captura de indígenas fornecia mão-de-obra para a
agricultura, principalmente
cana-de-açúcar. Para além disso, não pode deles ser
dissociada a descoberta de metais preciosos em vários pontos,
metais esses que marcaram o papel do Brasil no conjunto do
Império Colonial Português ao longo do
século XVIII. |
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Barbarismos
(Português) |
|
São assim designados todos os erros de expressão e de grafia que
entraram erradamente na língua portuguesa. |
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Bárbaros
(História) |
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Eram todos aqueles que não tinham a civilização grega e romana. |
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Barcarola
(Português)
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Poema
medieval integrável no género das cantigas de amigo, e que se
pensa exclusivo do lirismo galego-português. A cena evocada
passa-se diante do rio ou do mar, sendo habitualmente as ondas
invocadas pela menina, que lamenta a ausência do seu amigo. |
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Barragem
(Geografia) |
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Barreira erguida numa corrente de água a fim de a represar. |
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Barrocal
(Geografia) |
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Área do Algarve localizada entre o litoral e a Serra algarvia |
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Barroco
(Português)
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O estilo barroco desenvolveu-se na Europa e em parte da América
do Sul durante o século XVII, prolongando-se em algumas regiões
até meados da centúria seguinte. A estética barroca estendeu-se
a quase todos os campos artísticos (arquitectura, artes
plásticas, literatura, música, teatro), o Barroco abandonou o
equilíbrio e rigidez da estética clássica e propôs uma linguagem
mais formalista e emotiva na qual imperava o gosto pelo
movimento, pela tensão e pelo artifício. O barroco visa a
explosão do espanto, busca o dom de surpreender e aturdir o
espírito à força de ornamentar e de rebuscar. É importante
distinguir cultismo de conceptismo, características formais do
barroco, outrora empregadas como sinónimos. Cultismo é um
artifício da forma, ao passo que conceptismo o é do conteúdo.
Cultismo e Conceptismo são duas expressões de um conceito de
poesia, que reduz o texto a uma actividade puramente lúdica,
própria, como afirmou D. Francisco Manuel de Melo, para
mancebos, damas e ociosos.
(cf. Cultismo, Conceptismo e Colectâneas da
poesia barroca).
|
|
Base
(Ciências Físico-Químicas)
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Espécie química, que em solução aquosa, é aceitadora de iões H+
(teoria protónica ou teoria de Brönsted e Lowry). |
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Basílica Romana
(História)
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Entre os Romanos era um edifício público onde funcionavam os
tribunais e se reuniam os mercadores e banqueiros para tratar de
negócios; igreja, em geral da época do cristianismo primitivo,
construída segundo o plano da basílica romana. |
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Basófilo
(Biologia / Geologia) |
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Diz-se de uma estrutura com afinidade para corantes básicos
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Bastille
(Francês)
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Château fort à Paris qui a servi de prison d'État au temps de
Richelieu. Beaucoup de prisonniers politiques y ont été
emprisonnés. Symbole de l'absolutisme royal, il a été pris par
un groupe de parisiens armés, les premiers jours de la
Révolution. La prise de la Bastille le 14 juillet 1789 est
devenue le symbole de la chute de l'Ancien Régime. |
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Bátega
(Português)
|
|
Provavelmente este vocábulo teve a sua origem na expressão
“bater a água”; aguaceiro, chuvada. A expressão "bátega de água"
é, por isso, um pleonasmo. |
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Batologia
(Português)
|
|
Termo do grego do grego battologia (“gaguez”, defeito do
rei Batos, rei da Cária), para designar a repetição
desnecessária de um pensamento com as mesmas palavras. Chama-se
também batologia à epanelepse que é inútil ou que resulta de um
defeito de expressão e não de um objectivo estilístico bem
determinado. |
|
BBS
(Geografia)
|
|
Sistema informático com acesso pela rede telefónica e que
disponibiliza um conjunto de serviços específicos de utilidade
para os seus subscritores, nomeadamente troca de mensagens. As
mensagens são normalmente divididas por temas, à semelhança dos
grupos de discussão na Usenet. |
|
Belicoso
(Português) |
|
Adjectivo; inclinado à guerra; guerreiro; beligerante;
aguerrido; que incita à guerra; belicista; (Do lat. bellicósu-,
«id.») |
|
Belo
(Filosofia)
|
|
Bellus, «encantador» «delicado». O belo diz respeito a tudo que
provoca o sentimento estético, aquilo que corresponde à
perfeição dentro de cada género e como tal obedece a certas
formas de equilíbrio ou de harmonia. Este conceito desperta um
sentimento particular, que corresponde ao sentimento estético.
Se na Antiguidade Clássica foi possível formular regras e ideias
acerca do funcionamento das Belas- Artes, na modernidade abordou
este tema como sendo um problema de subjectividade. Kant definiu
o belo como sendo aquilo que «agrada universalmente sem
conceito», salientando a especificidade do juízo estético.
|
|
Bem
(Filosofia)
|
|
do latim bene, «bem». Este conceito significa o que está de
acordo com a sua natureza, aquilo que está de acordo com o que
se espera. O bem remete-nos para a definição prévia de uma
norma. O bem diz respeito a tudo aquilo que corresponde uma
expectativa, ao que é perfeito. Este conceito alcançou uma
significação própria nos diversos sistemas filosóficos. Assim, o
bem pode ser um ideal do qual o mundo imperfeito se deve
procurar aproximar (Platão), pode ser o desenvolvimento máximo
para cada ser da sua natureza própria (Aristóteles), pode
significar a felicidade ou o prazer (Epicuro), a conformidade
com a ordem universal imposta pela natureza, (Estoicismo), a
obediência à lei divina; a intenção moral pura (Kant).
|
|
Benchmarking
(Ciências Económico-Sociais) |
|
Processo contínuo de avaliação e comparação com o nível de
desempenho das melhores empresas do mercado com o fim de
melhorar o nosso próprio desempenho. |
|
Beneplácito Régio
(História) |
|
Disposição pela qual quaisquer documentos, mesmo os oriundos da
Santa sé, tinham de ser vistos pelo rei, para poderem Ter
aplicação no reino, após o seu consentimento. |
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Bentos
(Biologia / Geologia) |
|
Organismos aquáticos que vivem nos fundos. |
|
Berberes
(História)
|
|
Povos do Norte de África. |
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Best Practices
(Ciências Económico-Sociais) |
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Correspondem aos mais elevados padrões de desempenho em áreas
específicas da empresa como inovação de produtos, serviço ao
cliente, vendas, etc. |
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Bélicos
(Português) |
|
Adjectivo que diz respeito à guerra; próprio da guerra;
belicoso; (Do lat. bellìcu-, «id.») |
|
Big Bang
(Ciências Físico-Químicas)
|
|
Singularidade do começo do Universo. Segundo a teoria do Big
Bang, há biliões de anos, o Universo era um ¿gás¿ composto de
matéria e energia de densidade e temperatura extremamente
elevadas que explodiram. |
|
Bill of Rights
(Inglês)
|
|
A document, part of the US Constitution, safeguarding
fundamental individual rights of the US citizens, such as
freedom of speech, freedom of religion, the right to trial by
Jury etc. The precedents for these stipulations came from three
separate English documents: The Magna Carta, the Petition of
Right, and the Declaration of Rights. |
|
Bioética
(Filosofia)
|
|
Do grego bios, «vida» e ethos, «costumes», «hábito». A bioética
diz respeito ao conjunto de reflexões, de interrogações teóricas
e debates surgidos essencialmente após os anos 60 pelos
progressos das técnicas biomédicas. Esta recente área do saber
estuda os problemas éticos que são decorrentes das intervenções
da medicina. |
|
Biomassa
(Biologia / Geologia) |
|
Peso de um indivíduo ou de uma população. Pode ser expressa pelo
peso vivo ou pelo peso em matéria seca. |
|
Biomassa
(Biologia / Geologia) |
|
Massa de matéria orgânica, vegetal e/ou animal, existente numa
determinada unidade de superfície ou volume. |
|
Biosfera
(Geografia) |
|
Zona descontínua e envolvente da Terra em que se desenvolvem os
seres vivos e que abrange parte da crusta, da atmosfera e da
hidrosfera. |
|
Bit
(Ciências Físico-Químicas)
|
|
Cada um dos dígitos 0 ou 1 que são usados na notação binária. Os
bits são a unidade básica de informação num sistema
computacional. |
|
Bizâncio
(História)
|
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Capital do Império Romano do Oriente. |
|
Blastocisto
(Biologia / Geologia)
|
|
Designação atribuída à blástula dos mamíferos correspondente ao
estado final da segmentação. |
|
Blitz
(Inglês) |
|
The bombing of cities in Britain especially London by the German
airforce in 1940 and 1941. People had to seek refuge in places
of safety, especially the London Underground, during the
bombing. |
|
Bofé
(Português) |
|
Advérbio; à boa-fé; em verdade; francamente; (De boa+fé) |
|
Bolchevique
(História)
|
|
Significa maioria que, depois da Revolução de Outubro (1917) na
Rússia, dominou o partido social-democrata (socialista) que
dirigia o país no sentido mais revolucionário (da ditadura do
proletariado) propugnado por Lenine. Daí chamar-se bolchevistas
aos socialistas-comunistas-leninistas, seguidamente a todos os
comunistas, e bolchevismo passar a ser sinónimo de comunismo. |
|
Bootlegging
(Inglês)
|
|
Term applied to the practice of illegally making, transporting
or selling of alcoholic drinks. In the US "bootleg" refers to
the intoxicating liquor, and the seller of it is called a
"bootlegger". The term bootlegging came into use during the
American Civil War; it is often connected with the time of
PROHIBITION (1920-1933), when the manufacture and sale of
alcohol was forbidden. |
|
Bordão linguístico
(Português) |
|
Palavra, expressão ou frase que um indivíduo repete
recorrentemente ao falar ou escrever. |
|
Bosão
(Ciências Físico-Químicas)
|
|
Partícula cujo spin é caracterizado por um número inteiro. |
|
Boxing Day
(Inglês)
|
|
Popular word applied to the first day after Christmas Day that
is not a Sunday. It is a public holiday in England, Wales, parts
of Canada and in some countries of the Commonwealth of Nations.
Traditionally, on that day the people of high social class would
give presents to servants, tradespeople, and others of humble
class.
These presents came to be known as Christmas boxes. |
|
Brochura
(Português) |
|
Pequeno trabalho de divulgação sob a forma panfleto ou opúsculo
e em folhas soltas. Usam-se brochuras para anunciar, promover
e/ou sintetizar acontecimentos literários, desde a realização de
congressos e colóquios a lançamentos editoriais. Até ao
princípio do século XX, ainda era costume publicar-se poesia ou
pequenos textos de intervenção em brochuras. Hoje, a brochura
serve quase exclusivamente para fins comerciais e publicitários. |
|
Browse
(Informática) |
|
Navegar na Internet. Na Web, o utilizador navega (viaja) através
das páginas de informação de acordo com o que pretende em cada
momento. Isto é conhecido por "navegar" ou "surfar" na Net. |
|
Browser
(Informática) |
|
Um programa concebido para consultar as páginas web, ou qualquer
ficheiro escrito em linguagem HTML. O Microsoft Internet
Explorer e o Netscape Navigator são os dois browsers mais
populares. |
|
Bug
(Geografia)
|
|
Um erro de programação ou fabricação que causa um defeito na
funcionalidade de um programa (software) ou equipamento
(hardware). Às vezes, o defeito não é grave e o utilizador pode
conviver com ele, mas outras vezes, pode impedir por completo a
utilização do computador. |
|
Burguesia
(História) |
|
Grupo social que se dedicava às actividades comerciais e
artesanais, ou ainda certas categorias de pessoas como médicos,
legistas ou outras profissões liberais. |
|
Buris
(História) |
|
Instrumentos pontiagudos de pedra, utilizados para furar ou
escavar. |
|
Burlesco
(Português) |
|
Forma
cómica exagerada e de paródia, empregando expressões triviais
para travestir personagens e situações heróicas; a epopeia
burlesca aparece em França no século XVIII. No seculo XX, o
burlesco encontra a sua prefeita expressão em certos filmes
cómicos (ex:Charlie Chaplin, Buster Keaton) e nos espectáculos
de “music-hall”.
|
|
Burocracia
(História) |
|
Conjunto dos empregados da administração do Estado, enquanto
constituindo um grupo (uma espécie de casta) que se identifica
com o Estado, como se fosse o seu senhor e não o seu servidor. |
|
Bus
(Informática)
|
|
Ou barramento, representa o conjunto de linhas condutoras
eléctricas que interligam os diversos elementos dentro do
computador. Geralmente tem a forma de linhas sobre uma placa de
circuito impresso. |
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A
B
C D E F
G H I J
K L M N
O P Q R
S T U V
W X Y Z
C
|
Cacofonia
(Português) |
|
Repetição de sons desagradáveis numa mesma sequência frásica.
Opõe-se à eufonia e pode aplicar-se também à ocorrência de sons
iguais no final de uma palavra e no começo na seguinte (cacófato).
Constituem exemplos de cacofonia a aliteração, a colisão, o eco
e o hiato. Encontramos cacofonia nasal no seguinte verso de
Carlos Drummond de Andrade: “A língua, inda sangrando em cacos
de palavras” (“Sonetos heredianos”, I, in Amar se Aprende
Amando, 1985). O poema “The Bells”, de Edgar Allan Poe ou
“Meeting at Night”, de Robert Browning, são também exemplos de
utilização premeditada de cacofonias para traduzir,
respectivamente o som dos sinos e o som de uma chama a ser
deflagrada. Os clássicos não estão isentos de cacofonias nos
seus melhores textos. No seu Tratado de Metrificação
Portuguesa (1851), Feliciano de Castilho propõe três
tipos de cacofonias: de torpeza, de imundície e de simples
desagrado, todas as espécies atestadas mesmo nos autores
clássicos. O conceito de cacofonia é próximo do de dissonância,
embora este se reserve para a simples falta de harmonia entre
sons próximos, que não têm de ser necessariamente agressivos
para o ouvido. |
|
Cadaste de popa
(História) |
|
Peça colocada na parte posterior do barco, onde assentam as
dobradiças do leme, permitindo uma melhor estabilidade do barco. |
|
Cadeia alimentar
(Biologia / Geologia) |
|
Sequência de produção e utilização de alimento pelos seres vivos
de um ecossistema |
|
Calcolítico
(História) |
|
Fase da evolução da humanidade, em que apareceram os primeiros
objectos de metal. |
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Caleidoscópio
(Português)
|
|
Aparelho óptico para fins lúdicos que consiste num jogo de
figuras simétricas multicores e variáveis reflectidas à medida
que se desloca o aparelho. Aplicada metaforicamente à
literatura, a ideia de caleidoscópio serve para caracterizar
certas composições literárias complexas, quer formadas por
colagens de múltiplos efeitos quer constituídas por acções
variadas que se sucedem em catadupa. O romance pós-moderno, de
uma forma geral, e os romances policiais, por exemplo, são ricos
em imagens caleidoscópicas. |
|
Califas
(História) |
|
No seu significado originário significa sucessor de Maomé;
posteriormente passou a designar os soberanos (espirituais e
temporais) entre os Muçulmanos. |
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Calipso
(Português)
|
|
1.
Uma das filhas de Nereu, um dos “Velhos do Mar” e irmã de Dione,
Galateia, Janira, Orítia, Proto, Tétis, entre outras. Divindades
marinhas por excelência, de grande beleza, representam para
muitos a personificação das ondas do mar e do aspecto jovial do
mar. As Nereides viviam no fundo do mar, de acordo com a
tradição, num palácio do pai, sentando-se num trono de ouro. O
seu tempo era ocupado a fiar, a tecer e a cantar, para além de
se divertirem a cavalgar golfinhos ou cavalos-marinhos nas
ondas, como diziam os poetas gregos e os posteriores, com os
seus longos cabelos a boiar nas águas e alegremente a nadar e
saltar por entre golfinhos e tritões.
2.
Personagem do conto "A Perfeição", Calipso é a deusa que reina
na ilha de Ogígia. Aos seus domínios e aos seus braços acolhe-se
Ulisses, naufragado no regresso de Tróia; caracterizada como
figura em quem se reconhecem todas as perfeições, incluindo a da
perene beleza e a da imortalidade, Calipso não consegue reter
Ulisses, precisamente cansado dessas divinas perfeições. Por
isso, obedece a uma ordem de Júpiter e deixa partir o herói.
|
|
Cambista
(História) |
|
Pessoa que é dona de estabelecimento de câmbios, isto é, que faz
troca de valores (dinheiro, letras, cheques e, às vezes, metais
preciosos). |
|
Cambistas
(História) |
|
Comerciantes especializados no negócio de troca de moeda
nacional por moeda estrangeira. |
|
Campanha Publicitária
(Ciências Económico-Sociais) |
|
Conjunto de peças publicitárias, criadas, produzidas e
veiculadas de uma forma coordenada, referentes a um produto, a
uma marca, a uma empresa ou a uma instituição. É um dos
elementos do mix de comunicação. |
|
Campo associativo ou conceitual
(Português) |
|
Conjunto de palavras agrupadas a partir de um termo-chave,
segundo uma lógica de associação de sentido. Por exemplo, um
campo associativo para o termo mar deve incluir água,
barco, peixe, pescador, praia, sal,… . A noção de isotopia
sobrepõe-se a este conceito. Num campo associativo, realizam-se
laços associativos entre as palavras consideradas nesse campo.
Saussure chamou relação associativa à ligação formal ou
semântica que se estabelece entre uma palavra e outras por ela
evocadas. A teoria dos campos associativos apenas considera as
palavras na sua realidade individual. A teoria dos campos
semânticos vai propor que o mais importante é a estrutura do
campo como um todo. |
|
Campo lexical
(Português)
|
|
O campo lexical refere o conjunto de palavras ou expressões que
se organizam entre si em função das suas relações de sentido e
abrangendo um determinado campo conceptual. Observe estas
palavras: areia – mar – férias – bandeira – sol – brincar –
conchas – bola – creme – descansar. Com que área da realidade as
relacionas? Provavelmente com praia. Dizemos, então, que aquelas
palavras constituem um campo lexical (neste caso, o campo
lexical de praia). |
|
Campo magnético
(Ciências Físico-Químicas)
|
|
Campo de forças que existe em redor de um corpo magnético ou de
um condutor percorrido por corrente eléctrica. |
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Campo semântico
(Português) |
|
Conjunto de sentidos que pode ter a mesma palavra em contextos
diferentes.
Conjunto de palavras unidas pelo sentido. Por exemplo, o campo
semântico de mãe inclui: mãe-de-família, mãe-de-santo,
mãe solteira, terra-mãe, mãe-de-água,… Deve-se evitar a
confusão entre campo semântico e campo associativo ou
conceptual, porque este não dá conta das relações linguísticas
entre os termos considerados. O campo semântico é, pois, toda a
área de significação de uma palavra ou de um grupo de palavras.
Se quisermos descrever o campo semântico da palavra luva,
por exemplo, incluiremos nele todas as possibilidades semânticas
como: luvaria, luveiro, assentar como uma luva, atirar a
luva, de luva branca, deitar a luva, macio como uma luva.
Foi Jost Trier quem desenvolveu a teoria dos campos semânticos.
Não é possível demonstrar que todo o vocabulário esteja coberto
por campos semânticos. A teoria dos campos semânticos tem-se
concentrado apenas em alguns grupos bem definidos como as cores,
as relações de parentesco, as experiências religiosas, etc.
Segundo Stephen Ullman, “a teoria dos campos fornece um método
valioso para abordar um problema difícil mas de crucial
importância: a influência da linguagem no pensamento. Um campo
semântico não reflecte apenas as ideias, os valores e as
perspectivas da sociedade contemporânea; cristaliza-as e
perpetua-as também; transmite às gerações vindouras uma análise
já elaborada da experiência através da qual será visto o mundo,
até que a análise se torne tão palpavelmente inadequada e
antiquada que todo o campo tenha que ser refeito.” (Semântica,
4ªed., Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1977, p.523). |
|
Canalização de Conflitos
(História)
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Antagonismo declarado entre pessoas ou grupos, relativamente a
interesses ou a ideias que os opõem. Dada a impossibilidade de
eliminação total dos conflitos, os grupos antagónicos libertam
as tensões acumuladas sob a forma de festas, orgias, combates,
concertos de música, etc. |
|
Canal de Distribuição
(Ciências Económico-Sociais) |
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Rede de empresas que leva os produtos do produtor ao consumidor. |
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Canção
(Português)
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Provavelmente relacionada com a "cansó" provençal; no século XV
passa a designar uma composição de forma fixa, por influência da
"canzone" italiana, cultivada por Dante e Petrarca. É
constituída por uma série de estrofes, de numero regular de
versos, culminando numa estrofe menor, em que a própria canção é
apostrofada.
Forma poética, inicialmente destinada ao canto, pode designar a
canção medieval e provençal (poemas cultos trovadorescos), a
canção clássica. Começa a ser considerado um género literário no
início do renascimento italiano, em especial com Petrarca. Em
Portugal, Camões recorreu, algumas vezes, a esta composição
poética. A canção clássica é composta por texto (pode ser
subdividido em introdução e texto) e finda. Tem o mesmo número
de versos e mantém o esquema métrico e rimático em cada estrofe
do texto; na finda a estrofe é sempre mais curta do que as
restantes. Na Idade Média, surgiu a canção de gesta, que fazia a
narrativa de façanhas heróicas, em que o tema amoroso sempre
sobressaía. |
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Canção
de gesta
(Português) |
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Tradução
do francês chanson de geste, para designar um tipo de
composição de carácter épico, cujo tema respeita aos feitos
históricos de povos ou heróis, às guerras históricas e aos
dramas lendários. O género nasceu e desenvolveu-se na França
medieval, desde o século XI até ao século XIII, quase sempre
concentrando a acção nos feitos ilustres de Carlos Magno (século
VIII). A estas canções de gesta deu-se o título de geste du
Roi, subgénero que inclui uma das mais famosas composições,
a Chanson de Roland (c.1100). Os três grandes ciclos
conhecidos são: Gestas de Carlos Magno, Gestas de
Garin de Monglane e Gestas de Don de Mogúncia.
Sobreviveram apenas cerca de oitenta composições, privilegiando
o decassílabo e as estrofes de quinze versos. Eram geralmente
declamadas por jograis, que acompanhavam os textos com música. A
matéria dos textos costuma incluir não só a narração de factos
históricos mas também lendas e ficções poéticas. Essa matéria,
designadamente a da Bretanha, forneceu inspiração à literatura
ibérica, sobretudo nas novelas de cavalaria e nos romances
tradicionais. |
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Cancioneiro
(Português)
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Colectânea
de poemas de vários autores de uma dada época literária. Os
cancioneiros relativos á nossa mais antiga poesia, a lírica
galego-portuguesa, composta entre cerca de 1196 e 1350, datam
dos séculos XIII (Cancioneiro da Ajuda) e XIV
(Cancioneiro da Biblioteca Nacional e Cancioneiro da Biblioteca
Vaticana). 0 Cancioneiro Gera/ de Garcia de Resende foi
publicado em 1516 e reúne cerca de 300 composições dos reinados
de D. Afonso V, D. João lI e D. Manuel. |
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Cânhamo
(História) |
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Planta cujas fibras se utilizam no fabrico do vestuário. |
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Cantar
de gesta
(Literatura) |
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Na literatura castelhana, chama-se cantar de gesta a
composições semelhantes na índole temática à chanson de geste
francesa (canção de gesta), mas diferente na
metrificação, que tende a ser mais longa do que o seu modelo
provençal. O mais famoso cantar de gesta castelhano é o
Poema de mio Cid (c. 1140). A temática dos cantares de
gesta varia entre o relato de guerras contra os Mouros
invasores da Península Ibérica e guerras particulares entre
senhores e vassalos.
O termo cantar tem uma forte tradição na literatura
castelhana e inclui ainda as variantes cantar de pandeiro,
de origem galega, composição em tercetos que serve para
acompanhar esse instrumento musical popular, também utilizado em
Portugal, e cantar jondo, característico da Andaluzia. |
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Cântico
(Português) |
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Termo derivado do latim canticum, que, no drama romano,
se refere às partes cantadas, por oposição às partes faladas ou
diverbium. As peças de Plauto contêm vários cantica.
Posteriormente, o termo ficou próximo das ideias de canto de
hino, salmo e ode, e, geralmente, distingue-se por ser destinado
a louvar uma divindade. É frequente nos rituais cristãos,
destacando-se já nos Evangelhos o conjunto de salmos conhecido
por Cântico dos Cânticos, atribuídos ao rei Salomão. Na
literatura, esta origem litúrgica nunca é abandonada, podendo
escrever-se um cântico de adoração a uma pessoa muito estimada
que se quer comparar a uma divindade. As “Odes e Canções” e os
“Versões e Imitações” (in Campo de Flores, 1893), de João
de Deus, podem, neste sentido, ser consideradas cânticos, pela
revelação dos sentimentos de devoção íntima. |
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Cantiga
(Português)
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Durante a
época medieval, designa uma curta forma poética em língua
vulgar. Na Arte de Trovar, tratado de poética medieval,
aplica-se a todos os géneros. Termo utilizado pelos próprios
trovadores, atesta a união da poesia e da música, na origem da
nossa tradição lírica ocidental. A partir do século XV,
dissociados poema e música, designa qualquer peça lírica em
versos curtos (normalmente em redondilha menor e maior); mais
especificamente, designa uma composi0o sujeita a mote, de quatro
ou cinco versos, seguido de uma glosa de oito ou dez versos, em
que se desenvolve o tema enunciado no mote; nos casos em que
temos mais de uma glosa, estas são) obrigadas ao mesmo esquema
estrófico, repetindo-se em cada uma, a terminar, o ultimo ou os
dois últimos versos do mote, textualmente ou com variações.
Composição poética formada por um mote de quatro ou cinco versos
e por uma ou mais estrofes de oito, nove ou dez versos, chamadas
voltas ou glosas. Para ser perfeita o último verso do mote deve
repetir-se, com ou sem alteração, no final de cada volta.
CANTIGA
DE AMIGO — Forma poética medieval reconhecível pela
utilização do termo "amigo", ou de um vocabulário em torno de
termos como "madre", "filha", "amiga", "irmana", "moça",
"velida", etc., e pela expressão, por um sujeito feminino, das
suas dores e alegrias amorosas.
CANTIGA DE
AMOR —
Forma
poética medieval, cultivada no ambiente cortesão, em que o
trovador exprime a sua paixão, não correspondida, de forma
convencional (cortês e mesurada), por uma dama de elevada
estirpe social dotada de todas as perfeições.
CANTIGAS DE ESCÁRNIO E MALDIZER —
Formas poéticas medievais, em
que o trovador satiriza alguém ou uma situação: de modo
indirecto, irónica ou sarcasticamente, no primeiro caso;
directamente, nomeando o visado, no segundo caso. A diferença é
estilística, não temática, assentando no equívoco, pelo qual o
escárnio é definido.
CANTIGA DE
MESTRIA —
Termo da
Arte de Trovar.
Forma poética que corresponde ao esquema da "cansó"
provençal, que se caracteriza pela ausência de refrão.
CANTIGA DE
REFRÃO –
Forma
poética caracterizada pela repetição de um ou mais versos no
final de cada estrofe, que corresponde a estrutura típica da
cantiga peninsular medieval.
CANTIGA
DE ROMARIA – Provavelmente de origem galego-portuguesa;
nas cantigas de amigo, abrange aquelas em que se evocam as
circunstâncias específicas de uma peregrinação ou romaria, em
regra associadas a uma situação amorosa. |
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Canto
(Português) |
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1. Poesia
que se pode cantar; hino, ode ou canção.
2. Parte
de um poema épico ou didáctico, equivalente à divisão em
capítulos numa obra de ficção. Desde a Ilíada e a
Odisseia, de Homero, à Eneida, de Virgílio, a divisão
da obra em cantos é uma regra cumprida na Antiguidade. Os
Latinos usavam também a designação de livros (libri),
para dividar as partes de uma obra, como no caso de De natura
rerum, de Lucrécio, que é composto por seis libri.
Muitos textos modernos estão também divididos em cantos, por
exemplo: a Divina Commedia, de Dante, Os Lusíadas,
de Luís de Camões, Faerie Queene, de Spenser, Childe
Harold’s Pilgrimage, de Byron, etc. Ezra Pound intitulou
mesmo a sua obra-prima The Cantos. A divisão em cantos
pode ser aplicada a poemas de índole diversa, embora seja uma
convenção da épica.
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Canzonetta
(Português)
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Tipo de
canção italiana proposto por Chiabrera e que imita por segunda
via as odes anacreônticas renovadas por Ronsard e os poetas da
Plêiade. A canzonetta é destinada ao canto e recorda a
balada popular da Renascença italiana. A medida dos versos de
uma canzonetta variam bastante, embora sejam
preferencialmente curtos; o número de estrofes é geralmente de
seis. Nos séculos XVII e XVIII, a canzonetta ganhou ainda
particular relevo.
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Capacidade craniana
(História) |
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Volume total da caixa craniana. |
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Capitalismo rural
(História)
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Sistema económico no qual os meios de produção agrícolas (terra,
ferramentas, máquinas, adubos, sementes, gado) são propriedade
privada de grandes exploradores, passando-se da agricultura de
subsistência para a agricultura de mercado e investem,
frequentemente, na indústria os capitais saídos do solo. |
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Capitanias
(História) |
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Territórios ultramarinos concedidos pelo rei a particulares (os
"donatários ou "capitães-donatários"), com a finalidade de estes
promoverem o povoamento e a exploração económica dessas regiões.
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Capitã
(História) |
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Onatário – agente a administração colonial portuguesa
encarregado de fomentar o povoamento e a exploração económica de
um território ultramarino. |
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Capitel
(História) |
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Parte superior da coluna. |
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Capitulação
(História) |
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Rendição; aceitação da derrota |
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Capitulares
(História) |
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Leis, ordens emanadas do poder central, ou seja, do imperador. |
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Capítulo
(História) |
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Assembleia de monges. |
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Capítulo da catedral
(História) |
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Lugar onde se reuniam as assembleias dos mais importantes
membros do clero. |
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Caracterização Directa
(Português) |
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Descrição
explicita dos atributos das personagens, que pode ser feita por
várias instâncias narrativas: a própria personagem, outra
personagem ou o narrador. |
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Caracterização Directa
(Português) |
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Ausência
de descrição explicita dos atributos das personagens, sendo a
sua caracterização deduzida a partir dos seus comportamentos ou
linguagem. |
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Carbohidratos
(Biologia / Geologia) |
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Compostos ternários de carbono, hidrogénio e oxigénio, em que o
oxigénio e o hidrogénio estão presentes aproximadamente nas
proporções da água. |
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Carmen
(Português) |
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Termo latino que designa literalmente uma canção lírica de
inspiração divina e que pode hoje considerar-se um arcaísmo. O
seu sentido estendeu-se de composições épicas a fórmulas legais.
O termo surge quando se citam as obras de Catulo (Carmina),
de Horácio (Odes), os poemas goliardos Carmina Burana
ou na expressão carmen figuratum. Em todos os casos,
pressupõe-se a dádiva à divindade pela perfeição da obra criada
ou pelo simples afflatus. Hoje, pode-se utilizar o termo
quando queremos acentuar a natureza espiritual de uma obra de
arte, em especial as obras poéticas. |
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Carmina burana
(Português/Literatura) |
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Expressão latina que designa uma colectânea poética de textos
medievais anónimos, escritos em latim e alemão antigo, na
primeira metade do século XIII. Estão representados textos
alemães, mas também, em menor proporção, ingleses e franceses.
Os carmina burana, “cânticos de Beuron”, nome da abadia
beneditina da Baviera, onde se encontrou essa colectânea, terão
sido escritos por goliardos ou clérigos anónimos, que se opunham
à lei eclesiástica vigente. As poesias da colectânea glosam
temas satíricos e burlescos, tendo sempre debaixo de mira os
costumes e a vida religiosa, privilegiando um ideal de vida
epicurista, exaltando o carpe diem, onde se mistura sexo,
álcool, libertinagem, etc. Em 1937, o compositor alemão Carl
Orff inspirou-se nestes textos para a conhecida ópera com o
mesmo título. |
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Carsificação
(Ciências Físico-Químicas) |
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Conjunto de processos que conduzem à formação de grutas em
regiões alcárias. |
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Carta das Nações Unidas
(História) |
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Foi assinada na Conferência de S. Francisco, em 1945, pelos
cinquenta países que lutaram contra o Eixo na II Guerra Mundial.
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Carta de feira
(História) |
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Documento oficial, assinado pelo rei, que autorizava a criação
de uma feira. |
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Carta de Foral
(História) |
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Documento ou diploma pelo qual se concedia a uma colectividade
urbana ou rural a qualidade de concelho, ou seja, a qualidade
municipal, com os direitos e os deveres. |
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Carta Constitucional
(História) |
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Constituição elaborada e outorgada pelo rei e não pela
Assembleia Constituinte. |
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Cartel
(História)
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Exemplo de associação de empresas que controlam, a médio prazo,
uma das fases da produção (de um modo geral, a última). Embora
mantendo uma autonomia técnica e jurídica, as empresas possuem
uma gerência comum. |
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Cartel
(História) |
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Acordo entre empresas quanto à fixação de preços ou partilha de
mercados. É uma forma de redução da concorrência, mas, em alguns
países, é considerado uma prática ilegal. |
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Cartografia
(História) |
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Ciência ou arte de desenhar cartas ou mapas geográficos.
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Cásida
(Português) |
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Composição poética arábica e pérsica, curta (com pelo menos 30
versos), em tom panegírico e de assunto quase sempre amoroso. O
lugar-comum é o do poeta que dá expressão aos seus sentimentos
de reverência amorosa, descrevendo inclusive os lugares e as
acções influenciadas por tal estado de espírito. A cásida exige
unidade de composição, o que a distingue da mallaka,
outra forma arábica de expressão poética, mais ou menos extensa.
Em ambos os casos, os poetas são geralmente guerreiros que
celebram afectadamente os próprios feitos ou façanhas de
antepassados heróicos. |
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Catacrese
(Português) |
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Metáfora
para que não há termo próprio disponível na língua.
Ex.:
A perna da
mesa; a folha de papel. |
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Catacumba
(História) |
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Galerias subterrâneas em cujas paredes se faziam túmulos e onde
os primeiros cristãos se reuniam secretamente. |
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Catáfora
(Português) |
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Do grego (: baixar, levar para
baixo, fazer cair), o termo é utilizado, em linguística, por
alguns autores, para designar uma unidade verbal que remete
antecipadamente para outra que aparece posteriormente no mesmo
texto. Assim, no enunciado «O cão seguia-o para todo o lado,
reparou o rapaz quando se voltou», o pronome o de
seguia-o é, por alguns autores, considerado uma
unidade verbal catafórica, uma vez que se refere a o rapaz,
que aparece posteriormente no enunciado.
Na linguística do texto, significa a referência que um elemento
da cadeia textual faz a outro ou outros elementos que se
encontram colocados adiante na linearidade do texto; operação
inversa da anáfora. |
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Catalisador
(Ciências Físico-Químicas) |
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Substância que altera a velocidade de uma reacção química sem se
gastar nela. |
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Catálise
(Português) |
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Uma das unidades funcionais que Roland Barthes distingue na
diegese e que se refere aos dados acessórios que não contribuem
para o avanço da acção : “des notations subsidiaires, qui
s’agglomèrent autour d’un noyau ou d’un autre sans en modifier
la nature alternative” (“Introduction à analyse structurale des
récits”, Communications, nº 8, 1966, p. 9). Seja, por
exemplo, o seguinte excerto: “Baltazar e Simão seguiam calados,
olhando em volta, vendo quem vinha.” (Maria Velho da Costa,
Missa in Albis, 1988). A aplicação do modelo estrutural a
este texto determinaria que as duas orações gerundivas fossem
classificadas como catálises, uma vez que não contribuem para o
avanço da acção. Dentro da sintaxe da diegese, uma catálise só
ocorre em relação com o seu núcleo ou função cardeal. Por outras
palavras, uma catálise não pode ser compreendida fora da
totalidade das acções que constituem a narrativa.
Este instrumento operatório, que se utiliza na análise
estrutural da narrativa, faz parte de um tipo de função aí
identificado a que Barthes chama função distribucional (de
funcionalidade linear), distinta da função integrativa (de
funcionalidade ascendente, como os indícios e os informantes).
Tal como as restantes unidades estruturais, este tipo
de operacionalidade é limitado, pois não é possível identificar
em todo o texto literário aquilo que é acção (=função
cardeal) e aquilo que é pausa (=catálise). Uma vez ultrapassado
o âmbito circunscrito da análise estrutural da narrativa, onde
estas operações decorrem, será sempre possível contrariar as
decisões classificatórias das acções de uma narrativa, por causa
da ambiguidade e da plurissignificação próprias do texto
literário. Por exemplo, na frase transcrita acima, pode-se
argumentar que as unidades “olhando em volta” e “vendo quem
vinha” são fundamentais (portanto, são núcleos e não catálises)
para a história narrada, se se provar que tais acções comportam
consequências para o seu desenrolar. Este modelo estruturalista
terá dificuldades em se aplicar, por exemplo, a todos os
anti-romances (anti-literatura) que procurem disseminar ou
simular ou mesmo apagar a intriga. |
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Catarse
(Filosofia)
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Do grego catharsis, «purificação», «evacuação», «purga».
Aristóteles considera que este conceito representa a purificação
das paixões do espectador, através da arte e de um modo
particular através da tragédia. A psicanálise entende a catarse
como um método terapêutico, uma vez que permitiria ao paciente
libertar o conteúdo recalcado, para assim aceder mais
eficazmente ao conteúdo do consciente. |
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Catarse
(Português) |
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Processo
psicológico de purificação dos sentimentos do espectador da
tragédia, que se identifica com os conflitos representados.
(cf. Elementos da tragédia Grega) |
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Catástase
(Português) |
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1. Termo
da tragédia clássica que corresponde ao momento nuclear que
antecede a catástrofe e que de algum modo a retarda. Pode
funcionar como sinónimo de clímax. No modelo clássico, a
construção do drama previa um esquema composto por quatro
partes: prótase (protasis) ou introdução, epítase (epitasis)
ou conflito, catástase (katastasis) ou clímax e
catástrofe (katastrophe) ou desfecho.
2. Parte
narrativa da introdução de um discurso, onde se apresenta a
questão a ser discutida. |
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Catástrofe
(Português)
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Grande
desgraça ou calamidade. Definida na
Poética de
Aristóteles como uma acção perniciosa e dolorosa que provoca
uma reacção emocional marcada pelo excesso
(pathos).
(cf.
Elementos da tragédia Grega)
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Caudal
(Geografia) |
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Volume de água que passa numa determinada secção do rio, por
segundo. Expressa-se em m3/s. |
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Caudal Ecológico
(Geografia) |
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Caudal com um volume mínimo de água, capaz de garantir a
sobrevivência das espécies vegetais e animais que nele se
desenvolvem. |
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Causa
(Filosofia)
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Aristóteles foi o primeiro filósofo a desenvolver uma reflexão
sistemática sobre o alcance deste conceito filosófico. Assim
perspectivou a existência de quatro causas. Primeiro a causa
material, que diz respeito à causa da transformação da matéria,
(ex: o bloco de uma mármore em relação à estátua.); a causa
eficiente ou o agente responsável pela transformação, (ex: o
cinzel que permite esculpir a estátua); a causa final que diz
respeito à finalidade da transformação, à intenção do escultor,
e finalmente a causa formal, ou a ideia que molda o objecto que
sofreu uma transformação de um modo determinado. A classificação
que Aristóteles elaborou foi alvo de um desenvolvimento ao longo
da época moderna: as causas finais são abandonadas e as relação
causa-efeito passa a partir daí a ser pensada como estando unida
numa relação de antecedente e de consequente, tendo por base a
ideia de determinismo. |
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Cavaleiro
(História) |
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Vilão – tinha possibilidades económicas para possuir e combater
a cavalo, estando isento de alguns impostos e serviços.
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Celulose
(Ciências Físico-Químicas) |
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Polímero de glicose, principal constituinte das membranas das
células vegetais. |
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Cena
(Português)
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Divisão de
um acto, marcada pela entrada ou saída de uma personagem. |
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Centralizada
(História) |
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Concentrada; organizada de acordo com um centro comum. |
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Central Termoeléctrica
(Geografia) |
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Central de produção de energia eléctrica desenvolvida por meio
de calor. |
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Cepticismo
(Filosofia)
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O cepticismo, contrariamente ao que veicula o senso comum, não
afirma que a verdade é inacessível, mas sim que não podemos ter
a certeza de a alcançar. A Filosofia é assim antes de mais uma
prática da dúvida, que tem como objectivo suspender toda a
opinião. O cepticismo grego é a este propósito muito claro:
trata-se de suspender a opinião com o objectivo de atingir a
tranquilidade da alma, ou a ataraxia, que repreenda o momento da
sabedoria. Devemos estabelecer uma distinção entre a dúvida
céptica, que de um modo definitivo suspende toda e qualquer
opinião, e a dúvida metódica, tal como Descartes a preconiza,
que sendo provisória, só permanece enquanto não encontramos uma
verdade segura, ou seja, o cogito. |
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Cesura
(Português) |
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Pausa no interior de um verso. Na métrica tradicional, esta
pausa era obrigatória, sendo ditada pelo ritmo imposto ao verso.
Não deve ser confundida com pausa de leitura, que é variável de
leitor para leitor. Os versos curtos (até cinco sílabas) não
estão, normalmente, sujeitos a cesura. Nos versos longos, pode
ocorrer no princípio (“Cantei;
║
mas se me alguém pergunta quando”, Camões), no meio (“é ferida
que dói,
║
e não se sente”, Camões) ou perto do fim do verso (“enquanto não
quiserdes vós,
║
Senhora”, Camões). A posição medial é a mais comum. É possível
um verso conter mais do que uma cesura (“olhe o céu,
║
olhe a terra,
║
ou olhe o mar”, Sá de Miranda). A cesura é muitas vezes marcada
pela pontuação. Se ocorrer após uma sílaba breve ou átona,
chama-se cesura feminina; se ocorrer após sílaba longa ou
tónica, chama-se cesura masculina. |
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Chanson de Roland (la)
(Francês)
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La plus ancienne chanson de geste française, écrite vers 1100.
Cette chanson conte le massacre en 778 de l'arrière-gauche de
l'armée de Charlemagne. Ce récit est devenu le symbole de
l'idéal chevaleresque et de l'esprit de croisade. |
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Chartist Movement
(Inglês)
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A political movement among the lower-middle and working classes
in Britain, between 1837 and 1848. Their six-point "People¿s
Charter" consisted of: universal male (not female) suffrage;
equal electoral districts; secret ballot; annual general
elections; payment of members of Parliament; abolition of the
property qualification for members of Parliament. Chartism left
a deep and permanent mark on English History. It was the first
widespread and sustained effort of working class self-help. It
was directed to the cause of parliamentary democracy and
constitutional reform. |
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Chat room
(Informática) |
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Um local na Internet onde dois ou mais utilizadores podem trocar
mensagens em tempo real. |
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Chefe Carismático
(História) |
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Estadista que assume de forma ditatorial a governação, através
de uma forte propaganda que o glorifica e lhe presta um
verdadeiro culto. |
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Choucroute
(Francês) |
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Chou blanc coupé en morceaux et fermenté. |
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Choucroute alsacienne
(Francês) |
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Plat préparé avec des choucroutes cuites accompagnées de
charcuterie. |
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Ciclo de vida de um produto
(Ciências Económico-Sociais) |
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Descrição da presença de um produto ou serviço no mercado ao
longo do tempo. Teremos assim 4 fases distintas: introdução,
crescimento, maturidade e declínio. |
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Cidade
(História)
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Povoação que, pelo seu crescimento, pratica várias actividade
(agricultura, comércio, actividades artesanais), tem uma
diferenciação social. O nascimento da cidade demarca a separação
entre a humanidade primitiva e a revolução urbana. |
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Cidadela
(História) |
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Recinto fortificado. |
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Cidades estipendiárias
(História) |
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Cidades totalmente dependentes de Roma a quem pagam imposto. |
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Circuito comercial
(História) |
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Rota comercial. |
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Circunlóquio
(Português)
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Substituição de uma palavra por uma expressão mais longa, cujos
termos designam analiticamente a realidade por ela referida.
Pode atenuar ou velar a realidade a designar (eufemismo, enigma)
ou descrevê-Ia explicitamente (definição, descrição). O mesmo
que perífrase.
Ex.:
"[...]misera e mesquinha,/que despois de morta foi rainha" (Luis
de Camões); "No tempo em que não tínhamos idade" (Manuel
Alegre). |
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Civilização helénica
(História) |
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Civilização grega. |
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Classe de Palavras
(Português)
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Conjunto que engloba todas as palavras pertencentes a uma mesma
categoria gramatical; dentro dessas classes há ainda as
subclasses. São as seguintes as classes de palavras: A Classe do
Nome A Classe do Adjectivo A Classe do Determinante A Classe do
Pronome A Classe do Verbo A Classe do Advérbio A Classe da
Preposição A Classe da Conjunção A Classe da Interjeição
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Classe dos Nomes (Ou Substantivos)
(Português)
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Palavras que designam seres animados, objectos materiais,
qualidades, sentimentos ou estados de alma. Os nomes apresentam
variação em número, género e grau.
FLEXÃO EM NÚMERO: Na sua maioria os nomes apresentam singular e
plural, se representam uma só coisa ou várias, respectivamente.
Existem, porém, alguns que só se usam no singular, como os nomes
de metais, ventos, produtos animais e vegetais, artes e
ciências, alguns nomes abstractos, etc.: |
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Clímax
(Português) |
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Etimologicamente, escada, gradação. O ponto máximo de
intensidade numa sequência de ideias ou acontecimentos. No texto
dramático corresponde ao ponto máximo da tensão a partir do qual
se define o desfecho. |
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Cloreto de sódio
(Ciências Físico-Químicas)
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Substância iónica, sólida cristalina e solúvel em água (a sua
solubilidade em água varia muito pouco com a temperatura). Funde
a 801 ºC e o seu ponto de ebulição é 1413 ºC. Tem inúmeras
aplicações industriais e é conhecido universalmente como "sal
das cozinhas" pelo seu uso como conservante e tempero alimentar.
Tem ainda um papel chave nos sistemas biológicos, na manutenção
do balanço electrolítico. |
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Cockney
(Inglês)
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1.
A person who was born in the East End of London, usually someone
who is working class and who speaks with a strong accent. It is
said that a person born near enough to hear Bow Bells (the
church bells of St. Mary-Le-Bow in London) is a true Londoner or
Cockney.
2.
The dialect and accent that is typical of native especially
working class, of London.
|
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Códice
(Português /linguística) |
|
"Livro manuscrito organizado em cadernos solitários entre si,
por cosedura e encadernação. Diferente de "rolo" (D.T.L., I,
p.80) |
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Codicologia
(Português/linguística) |
|
"Arqueologia do livro manuscrito. Ocupa-se da observação,
descrição e interpretação dos elementos codicológicos (suporte,
tinta, letra, organização dos cadernos, em paginação, cosedura,
encadernação, chancelas de arquivos, etc.) procurando
reconstruir as fases de elaboração do códice e a história da sua
utilização. Para a codicologia, o livro manuscrito é sobretudo o
testemunho de uma época passada, enquanto objecto material e
enquanto produto de uma técnica." (D.T.L., I, p.80). |
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Colagéneo
(Ciências Físico-Químicas) |
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Proteína fibrosa que se encontra em grandes quantidades nos
tecidos da pele, nos tendões e nos ossos. |
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Colectâneas da Poesia Barroca
(Português) |
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Quase todos os poetas deixaram dispersa a sua poesia, não a
tendo publicado em edição própria por diversas razoes, algumas
das quais estarão ligadas às difíceis condições em que a
imprensa vivia. Todavia as poesias foram reunidas em duas
grandes colectâneas: Fénix Renascida e
Postilhão de Apolo.
O compilador da primeira foi Matias Pereira da Silva, que lhe
deu o seguinte título, bastante eloquente: A Fénix Renascida
ou Obras Poéticas dso Melhores Engenhos Portugueses. Saíram
cinco volumes, de 1716 a 1728.
O compilador da segunda foi José Merengelo de Osan, criptónimo
de D. José Ângelo de Morais, sendo publicada com o título
pomposo de: Ecos que o Clarim da Fama dá: Postilhão de Apolo
montado no Pégaso, girando no Universo para divulgar ao Orbe
Literário as Peregrinas Flores da Poesia Portuguesa com que
vistosamente se esmaltam os Jardins das Musas do Parnaso.
Saíram seis volumes; o primeiro Eco em 1716 e o segundo Eco em
1762.
Ambas as antologias contêm misturadamente poesias líricas,
satíricas, burlescas, religiosas e ainda outras puramente
narrativas.
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Colectivizar
(História) |
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Tornar propriedade de muitos ou da sociedade. |
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Colonização
(História) |
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Criação de estruturas administrativas destinadas a promover o
povoamento e/ou a exploração económica de terras além-mar.
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Comédia
(Português) |
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De origem
obscura, supõe-se que se relaciona com cantos em festins de
homenagem a Dioniso, que terão evoluído para manifestações
jocosas e histriónicas. Peça teatral que visa a critica social
através da representação de situações que evoquem a vida real e
o insólito pelo qual muitas vezes se revela. O recurso ao
ridículo, que provoca o riso, tem geralmente uma intenção
moralizadora. |
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Comédie Française
(Francês) |
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Théâtre national, situé rue de Richelieu à Paris, fondé en 1680
par ordre de Louis XIV. |
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Comentário
(Português) |
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Intervenção do narrador no discurso do texto narrativo, em
articulação com a narração de eventos ou com uma descrição, mas
com marcas formais e semânticas próprias. Os comentários do
narrador podem fazer parte de uma digressão, mas não se
identificam necessariamente com esta. |
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Comícios e Assembleia da Plebe
(História) |
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Assembleias populares que elegem os magistrados e aprovam ou
rejeitam as leis. |
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Cómico
(Português) |
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Termo de origem grega (kômikós), que chegou até nós pelo
latim comicu-. De ampla aplicação, traduz, textualmente,
a conciliação de ideias ou de situações aparentemente
irreconciliáveis. Essa conciliação é produzida através de um
raciocínio engenhoso com a intenção de produzir o riso através
do texto literário.
A matéria cómica presta-se a uma dupla interpretação e, por
essa razão, produz no espírito humano uma dupla impressão: de
lógica e, simultaneamente, de absurdo. O riso é o resultado da
nossa aceitação de duas ideias ou situações aparentemente
irreconciliáveis. O cómico visa normalmente a solução de uma
tensão através do riso.
David Fairley-Hills considera a incongruência como fonte do
cómico já reconhecida pela tradição: “The comic […] arises from
the incongruities between opposed ways of regarding the same
ideas or images. That incongruity is a necessary ingredient of
the comic has long been recognised. In Renaissance theories of
the comic the role of incongruity was thought to be crucial.
Hutcheson bases his understanding of the comic on the function
of incongruities: ‘the cause of laughter is the bringing
together of images which have contrary additional ideas, as well
as some resemblance in the principal idea.’
” (The Comic in Renaissance Comedy, Macmillan Press,
London, 1981, p.20).
Apesar de ser tradicionalmente associado à comédia, o
cómico manifesta-se também em textos poéticos e narrativos. Por
outro lado, o cómico não tem apenas um carácter lúdico associado
ao prazer. O riso aparece muito frequentemente no texto
literário associado a uma função didáctica, cumprindo a célebre
máxima latina: “Ridendo castigat mores” (É com o riso que
se corrigem os costumes). Entre as noções de cómico e comédia,
podemos estabelecer algumas relações. De uma forma geral, a
comédia provoca o riso pondo em relevo excentricidades ou
incongruências de carácter, da linguagem ou da acção. Na
comédia, normalmente coexistem os vários tipos de cómico. O
predomínio de um deles torna possível estabelecer as seguintes
relações: o chamado cómico de situação, que resulta do
próprio enredo, é característico da comédia de acontecimento
ou de intriga; o cómico de carácter,
resultante do temperamento das personagens, caracteriza a
comédia de caracteres; o cómico de costumes, que
explora as convenções e falsos valores da sociedade, é
relacionável com a comédia de sociedade ou de costumes.
Nesta última e na comédia de caracteres, a sátira
assume-se como uma das mais fortes manifestações do cómico.
Além da sátira, podem também ser manifestações do cómico a
ironia, o humor, a caricatura, o pastiche, a paródia, etc. Jean
Sareil (1984) considera que uma das fontes privilegiadas do
cómico textual consiste no recurso aos clichés, que tanto podem
surgir tomados à letra como alterados.
Na história da Psicologia, da Filosofia e da Teoria
Literária, existem diversas tentativas de explicação do fenómeno
do riso. Aristóteles, na sua Poética, considera que o
cómico consiste no prazer de nos rirmos daquilo que é
desagradável ou que tem defeitos. Segundo Kant, seria na
contradição entre a expectativa e a realidade que residiria a
essência do cómico. Já para Schopenhauer, este resultaria da
incongruência existente entre uma ideia e o objecto real a que
se pretende aplicar essa ideia. Por seu lado, Vischer sugere o
absurdo e a incoerência como causas do cómico.
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Cómico de carácter
(Português) |
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Segundo a definição proposta por Henri Bergson: “É cómica a
personagem que segue automaticamente o seu caminho sem se
preocupar em entrar em contacto com os outros. O riso surge para
corrigir a sua distracção ou para a arrancar ao seu sonho. (...)
Geralmente, são deveras os defeitos de outrem que nos fazem rir
- contanto, é verdade, que acrescentemos que esses defeitos nos
fazem rir mais pela sua insociabilidade do que pela sua
imoralidade.” (O Riso: Ensaio sobre a Significação do
Cómico, Relógio d'Água, Lisboa, 1991, pp.88-91). Gil Vicente
legou-nos uma vasta galeria de personagens-tipo que se destacam
pelo seu carácter marcadamente insocial: por exemplo, em
Velho da Horta, caricatura um velho que tem paixões
serôdias; na Farsa dos Almocreves, satiriza o fidalgo
arruinado que não paga as suas dívidas; na farsa Quem Tem
Farelos?, critica o escudeiro sem vintém; na Farsa de
Inês Pereira, aponta o dedo ao escudeiro fanfarrão. Esta
galeria de personagens que se destacam pelo seu carácter e pelos
seus defeitos vai inspirar, por exemplo, D. Francisco Manuel de
Melo a caricaturar a figura do pelintra Gil Cogominho, em
Auto do Fidalgo Aprendiz (1646). Não só a insociabilidade
serve para marcar o cómico de carácter de uma personagem, pois
em certos casos basta um defeito ou fraqueza do foro psicológico
para determinar o riso, como no caso do tímido Pero Marques, da
também vicentina Farsa de Inês Pereira, que não quer
ficar às escuras com Inês. A diferença de personalidades também
pode conduzir ao cómico de carácter, como no caso dos quatro
irmãos, todos muito diferentes entre si, da peça vicentina
Juiz da Beira. |
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Cómico de linguagem
(Português) |
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Segundo a definição proposta por Henri Bergson: “Devemos
distinguir entre o cómico que a linguagem exprime e aquele que a
linguagem cria. O primeiro poderia, em rigor, ser traduzido de
uma linguagem para outra, sujeito embora a perder boa parte do
seu relevo ao passar para uma sociedade nova, diferente pelos
seus costumes, pela sua literatura e sobretudo pelas suas
associações de ideias. Mas o segundo é geralmente intraduzível.
Deve o seu ser à estrutura da frase ou às palavras escolhidas.
Não verifica, mediante o auxílio da linguagem, certas
distracções particulares dos homens ou dos acontecimentos.
Sublinha as distracções da própria linguagem. É a própria
linguagem, aqui, que se torna cómica.” (O Riso: Ensaio sobre
a Significação do Cómico, Relógio d'Água, Lisboa, 1991,
pp.69-70). No Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente
explora este tipo de cómico em particular com a personagem
Joane, o Parvo, tipo marginal e grosseiro por definição, a quem
a sociedade não cobraria defeitos de expressão linguística, como
as célebres respostas em calão que dá ao Diabo que o quer
encaminhar para a Barca do Inferno: “JOANE: Hou d’aquesta! /
DIABO: Quem é? / JOA.: Eu sô. / É esta a naviarra nossa? / DIA.:
De quem? / JOA.: Dos tolos? / DIA.: Vossa. / Entra! / JOA.: De
pulo ou de voo? / Hou! Pesar de meu avô! / Soma: vim adoecer / e
fui má-hora a morrer, / e nela, pera mi só. / DIA.: De que
morreste? / JOA.: De quê? / Samicas de caganeira. / DIA.: De
quê? / JOA.: De cagamerdeira, / má ravugem te dê!”. Outros
exemplos no teatro vicentino, sempre modelar no recurso ao
cómico, podem ser as interferências de dialectos ou
estrangeirismos corruptos: a utilização de latim macarrónico (Auto
da Barca do Inferno), do Português africano (Frágoa do
Amor), do árabe (Cortes de Júpiter), do dialecto das
ciganas (Farsa das Ciganas), do Francês, Italiano e
Castelhano (Auto da Fama). |
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Cómico de situação
(Português) |
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Segundo a definição proposta por Henri Bergson: “Uma situação é
sempre cómica quando pertence ao mesmo tempo a duas séries de
acontecimentos absolutamente independentes, podendo
interpretar-se alternadamente em dois sentidos completamente
diferentes.” (O Riso: Ensaio sobre a Significação do
Cómico, Relógio d'Água, Lisboa, 1991, pp.65-66). Gil Vicente
utiliza este tipo de cómico no Auto da Índia, por
exemplo, quando regressa o Marido da Ama adúltera, o que merece
o seguinte reparo da Moça: “Quantas artes, quantas manhas, / que
sabe fazer minha ama! / Um na rua, outro na cama!”. Na Farsa
de Inês Pereira, Gil Vicente dá-nos outro exemplo clássico:
quando o ingénuo Pero Marques se senta de costas numa cadeira,
tendo atrás de si a pretendente Inês e respectiva mãe, e diz
trazer uma pêras da sua pereira; quando pretende pô-las no chão,
as pêras desapareceram… |
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Commedia dell'arte
(Francês) |
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Genre de comédie italienne basée sur l'improvisation. |
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Commonwealth
(Inglês)
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A voluntary association of independent states. This voluntary
association of nations began when Britain¿s older colonies
(Australia, Canada, New Zealand and South Africa) became
independent nations.
The Queen is Head of the Commonwealth. |
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Companhia das Naus
(História) |
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Espécie de companhia de seguros marítimos que, através de duas
bolsas estabelecidas em Lisboa e no Porto, indemnizava os
proprietários de barcos naufragados ou apreendidos. |
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Comparação
(Português) |
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Confrontação de duas realidades para discernir entre elas
semelhanças ou diferenças. O estabelecimento de analogias está
na base de figuras como a imagem e a metáfora; a antítese nasce
da dilucidação das diferenças.
Ex.:
"Como
morcegos, ao cair das badaladas, /Saltam de viga em viga os
mestres carpinteiros" (Cesário Verde); "0 sonho a uma constante
da vida/Tão concreta e
definida/Como outra coisa qualquer/Como esta
pedra cinzenta [...] /Como
este ribeiro manso/[...]/Como estas ayes que gritam/Em
bebedeiras de azul" (António Gedeão); "[...] toco a solidão como
uma pedra" (Sophia de Mello Breyner Andresen); "São como um
cristal, /as palavras. /Algumas, um punhal, /um incêndio.
/Outras, / /Orvalho apenas" (Eugénio de Andrade); "Aquela
nuvem/parece um cavalo...//Ah! Se eu pudesse montá-lo!" (José
Gomes Ferreira); "E a lua lembra o circo e os jogos malabares"
(Cesário Verde). |
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Comunismo
(História)
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Doutrina política que preconiza o desaparecimento de todas as
distinções de classe, a propriedade e o Estado, regendo-se a
repartição do trabalho e dos rendimentos pelo princípio: "de
cada um conforme as suas aptidões; para cada um conforme as suas
necessidades". |
|
Conceito
(Filosofia)
|
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Do latim conceptus, «recebido», apanhado». O conceito designa
uma ideia abstracta e geral. É a operação que o espírito realiza
no sentido isolar, no cerne da realidade, conjuntos estáveis
características comuns a numerosos indivíduos e associar um nome
a cada um desses conjuntos. Ex: a formação do conceito de
«cavalo», a partir dos diversos tipos de cavalo: lusitano, puro
árabe, etc... Podemos dizer que os conceitos nos permitem
organizar e conhecer a realidade. |
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Conceito predicável
(Português) |
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Processo retórico da oratória barroca que consiste na
interpretação fantástica de um passo da Sagrada Escritura, com
base em associações de ideias próximas ou dissemelhantes, e
devidamente fundamentadas por uma autoridade teológica
confirmada. Os sermões de António Vieira são o melhor exemplo
desta prática oratória. Segundo António Sérgio: “Desenvolver um
‘conceito predicável’ significa inculcar uma proposição moral,
não com o auxílio de argumentos válidos (isto é, por meio de
relações verdadeiramente lógicas, a partir de factos da
observação psicológica, ou da história, ou da experiência
vulgar, ou então de princípios de natureza ética, ou filosófica
ou teológica), senão que pelo artifício de uma simples imagem,
recorrendo a um facto ou a uma frase da Bíblia que pelo uso
habilidoso de uma ‘agudeza do engenho’ se decide apresentar como
sendo uma alegoria, uma figura, um símbolo, daquela proposição
que se deseja avançar.” (“Salada de conjecturas a propósito de
dois jesuítas”, Ensaios V, 2ªed., Liv. Sá da Costa,
Lisboa, 1981, p.96). Na época, publicaram-se em Portugal, em
Espanha e em Itália várias compilações de conceitos predicáveis
que pretendiam servir de referência a todos os oradores. |
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Conceptismo
(Português) |
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Uma das características formais do estilo barroco. Servindo-se
do desdobramento de um conceito, até se chegar, através de
raciocínios engenhosos, a imprevistos paradoxos, o Conceptismo
consiste no jogo de ideias ou conceitos sob a forma de
comparações ousadas, metáforas, imagens, sinédoques, hipérboles,
etc., conducentes a uma densidade conceptual que obscurece o
conteúdo. (cf. Barroco). |
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Concorde
(Francês)
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Avion civile supersonique. Le premier vol d'essai a lieu le 2
mars 1969. Le 25 juillet 2000, il s'écrase après le décollage
avec 113 personnes à bord, à Gonesse, près de Roissy.
Le 31 mai 2003, Concorde fait son dernier vol commercial.
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Concorrência dos Mares
(História)
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Contestada pelos Holandeses, Ingleses e franceses, a teoria do
"mare claususm" foi inicialmente posta em causa pelos corsários
e piratas. No século XVII o poderio de Portugal e da Espanha
decaiu e os países do Norte da Europa entraram na concorrência
do comércio colonial e, consequentemente, da navegação nos
mares. |
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Concreto
(Filosofia)
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No plano filosófico o concreto refere-se de um modo geral à
realidade dos seres ou objectos tal como se apresentam à
experiência, em oposição a tudo aquilo que é abstracto, de tudo
que se situa no domínio do pensamento. Refere-se, de um modo
geral, a tudo aquilo que tem existência material. Em Hegel,
concreto designa a totalidade, oposição a abstracto, que
representa uma perspectiva parcelar. |
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Conexão
(Informática) |
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Acto de aceder a um computador pessoal ou a um site utilizando
um nome de utilizador e/ou palavra passe. |
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Conexão Directa
(Geografia) |
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Ligação permanente entre dois computadores. Também é conhecida
como linha dedicada. |
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Confederacy
(Inglês)
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Name adopted by the federation of 11 slaveholding Southern
States of the United States that seceded from the Union in 1861.
Lincoln, in his inaugural address in 1861, rejected the right of
secession but attempted to conciliate the South. However the
Southern States took no notice of Lincoln’s appeal and on April
12, guns opened fire on Fort Sumter in the Charleston, South
Carolina harbour. These shots marked the beginning of the
American Civil War. |
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Confirmação (confirmatio)
(Português)
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Parte do discurso em que se aduzem os argumentos que servem para
demonstrar uma proposição. Na retórica clássica latina, Cícero e
Quintiliano descreveram com pormenor todas as partes fixas de um
discurso, incluindo a confirmatio (exordium > narratio
> propositio > divisio > confirmatio > illustratio > confutatio
> peroratio). Na sermonística do Padre António Vieira, a
forma preferida de confirmação da matéria de um sermão é o
exemplo. No Sermão da Sexagésima, dedicado ao tema “o não
fazer fruto hoje a palavra de Deus”, afirma Vieira: “A
definição do pregador é a vida e o exemplo. Por isso Cristo no
Evangelho não o comparou ao semeador, senão ao que semeia.
Reparai. Não diz Cristo: Saiu a semear o semeador, senão, saiu a
semear o que semeia: Ecce exiit, qui seminat, seminare.
Entre o semeador e o que semeia há muita diferença. Uma coisa é
o soldado e outra coisa o que peleja; uma coisa é o governador e
outra o que governa. Da mesma maneira, uma coisa é o pregador e
outra o que prega.” |
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Confutação (confutatio)
(Português)
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Na retórica clássica, a apresentação de refutações, objecções e
interrogações que o orador dirige ao público. No Sermão da
Sexagésima (1655), António Vieira resume o tema do sermão à
reflexão sobre o “pouco fruto da palavras de Deus”: “Pois se a
palavra de Deus é tão poderosa; se a palavra de Deus tem hoje
tantos pregadores, porque não vemos hoje nenhum fruto da palavra
de Deus? Esta tão grande e tão importante dúvida, será a matéria
do Sermão. Quero começar pregando-me a mim. A mim será, e também
a vós; a mim, para aprender a pregar; a vós, para que aprendais
a ouvir.” (§II). Está lançado o tema, apelando á participação do
público. Nas próprias palavras de Vieira, a parte de um sermão
que corresponde à confutação é aquela em que o pregador “há-de
responder às dúvidas, há-de satisfazer as dificuldades, há-de
impugnar e refutar com toda a força da eloquência os argumentos
contrários”. |
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Conhecimento
(Filosofia)
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Do latim «cognitio», acção de aprender. Na linguagem corrente,
designa-se por conhecimento a simples identificação de alguma
coisa ou de alguém. É a evocação da informação adquirida sobre
um assunto. Num sentido mais preciso, a palavra conhecimento
remete para a compreensão exacta e completa dos objectos,
através do conhecimento científico. Este é o saber seguro acerca
de determinada situação objectiva, e resulta da relação entre
sujeito e objecto; nesta perspectiva, a função do sujeito
consiste em apreender o objecto tornando-o presente a si
próprio, enquanto que a função do objecto é a de se deixar
apreender, dando conteúdo ao que é apreendido pelo sujeito. A
experiência de cada um mostra que há, para o homem, dois modos
de conhecimento: o conhecimento sensível, que é singular e
concreto, dependendo a sua apreensão dos órgãos sensoriais - é
um tipo de conhecimento imediato; e o conhecimento intelectual,
que é universal e abstracto, dependendo unicamente da razão - é
um tipo de conhecimento mediato. |
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Conotação
(Português) |
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Característica fundamental do texto literário, expressa na
linguagem figurada, pela qual se desenvolve um conjunto de
sentidos que fogem a uma única significação de cada termo. |
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Coq-à-l’âne
(Português) |
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Expressão
francesa (formada de um provérbio antigo: "C'est bien sauté du
coq a l'asne") que se aplica num contexto de desencontro
premeditado de ideias, para obter um efeito de absurdo ou de
incomunicação. J. Cohen, em A Estrutura da Linguagem Poética
(1973, 2ªed., Dom Quixote, Lisboa, 1976, p.175), refere que
o termo se aplica à “passagem de uma ideia à outra, sem qualquer
relação com a primeira”, o que é válido para todo o tipo de
discurso, inclusive para analisar dois enunciados incoerentes
como: “Chove.” E “Dois e dois são quatro.”, porém é próprio de
certas formas de literatura do absurdo e de vanguarda explorar o
efeito de choque que dois discursos sequenciais podem produzir
se não tiverem correspondência semântica entre si.
Por exemplo: “LE PROFESSEUR: — Comment dites-vous Italie, en
français?
L’ÉLÈVE: —
J’ai mal aux dents!” (Ionesco, La Leçon, 1951). O
artifício do coq-à-l’âne exige instaurar uma relação de
absurdidade entre dois enunciados, rompendo o fio do discurso.
Também se utilizam jogos de palavras e trocadilhos para o
produzir. Num monólogo, combina-se com o que Cohen chama
inconsequência, ou seja, aquele “tipo de desvio que consiste
em coordenar duas ideias que não têm, aparentemente, relação
lógica entre si.” (ibid., p.180). O fenómeno é particularmente
visível a partir da poesia romântica até às literaturas de
vanguarda do século XX. É também utilizado em situações de
comédia de situação, como As Lições do Tonecas, cujos
diálogos são feitos à base de efeitos de inconsequências
discursivas e semânticas. |
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Constituição
(História) |
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Conjunto de leis fundamentais que determinam o regime político,
a organização dos poderes de soberania e determina os direitos e
liberdades dos cidadãos. |
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Contexto
(Português) |
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Termo
linguístico que designa tanto as palavras que pertencem a um
determinado enunciado como a realidade a que as palavras se
referem (contexto extra-verbal). Na análise de um texto
literário, o contexto diz respeito á realidade
sócio-histórico-cultural em que a acção se insere (cf. Tempo
Histórico). |
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Conto
(Português)
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Narrativa pouco extensa e concisa. Detentora de unidade
dramática, a sua acção concentra-se num único ponto de
interesse. De acordo com J. P. Coelho, na segunda metade do
século XIX, o conto começa a definir-se como "um episódio
vivido, relatando um caso singular onde o autor interveio ou de
que teve conhecimento e concebido literariamente como um romance
curto ou prefiguração de um romance eventual" e será, segundo
este autor, "este critério de limitação de tamanho e
conformidade com o real" que vai fazer do conto um género
literário mais fácil.
Género
narrativo em prosa caracterizado por uma extensão reduzida,
poucas personagens e concentração espácio-temporal. A acção a
linear, circunscrevendo-se a um conflito, a um episódio ou a um
acontecimento insólito, por vezes aparentemente insignificante.
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Conto
Popular
(Português)
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Conto de
autor anónimo que faz parte da literatura tradicional de
transmissão oral, circulando de geração em geração. |
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Contracção Demográfica
(História) |
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Fenómeno de paragem no crescimento demográfico, ou mesmo de
recuo, num país, numa região ou numa época, devido ao aumento da
taxa de mortalidade e à quebra da taxa de natalidade.
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Contratação Colectiva
(História) |
|
Acordo estabelecido entre patrões e trabalhadores de uma
determinado sector profissional, no qual se definem as condições
do trabalho, sua duração, salários, direitos e obrigações
mútuas, etc. |
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Controlo
(Português) |
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Forma já aportuguesada, em vez do galicismo "controle"/
"controle. |
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Conversão da Voz Activa para a Voz Passiva
(Português)
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Na Voz Passiva a forma verbal é conjugada com o auxiliar Ser, no
tempo e modo em que se encontrava o verbo principal na activa (e
passa a concordar com o sujeito da passiva), e o particípio
passado do verbo da activa. Este particípio concorda em género e
número com o sujeito da passiva. Voz Activa: O João comeu a
maçã. Voz Passiva: A maçã foi comida pelo João. Normalmente
apenas os verbos transitivos directos admitem a construção na
voz passiva. Para além desta transformação verbal, verifica-se o
seguinte: o sujeito da Voz Activa passa a desempenhar a função
de Agente da Passiva, regido da preposição por; V. A. a O João
comeu a maçã V.P. a A maçã foi comida pelo João o Complemento
Directo da Voz Activa passa a desempenhar a função de Sujeito da
Passiva; V. A. a O João comeu a maçã V. P. a A maçã foi comida
pelo João |
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Cookie
(Informática) |
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Um pequeno ficheiro de texto guardado no disco rígido do seu
computador que contém informação sobre o modo como usa um
determinado site web. |
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Copla ou cobra
(Português) |
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Na métrica peninsular, termo usado para designar um dístico, uma
estrofe ou uma estância. A copla ou cobla também assim
designada, foi muito cultivada desde a Antiguidade e Idade Média
tendo as suas raízes nas composições líricas destinadas às
festas do povo. No entanto, no séc. XVII, D. Francisco Manuel
de Melo compôs em português e em espanhol coplas de temática
amorosa. Com o declíneo da influência castelhana na literatura
portuguesa, a palavra foi pouco a pouco desaparecendo do
vocabulário dos poetas.
O esquema rimático a que obedecem as coplas é variado dando
origem a vários tipos: coplas uníssonas que obrigavam a
manter a mesma série de rimas em todas as estrofes (ABBAA).
Esquema este considerado o mais perfeito, e por isso o
encontramos sobretudo em poetas como Afonso X, Pedro Garcia
Burgalês, Joam de Lobeira ou D. Dinis, (v. Dom Dinis, B 520/V
123).
No entanto, o mais utilizado, na poesia dos Cancioneiros é o
esquema de coplas singulares em que as rimas mudam de
estrofe para estrofe embora dentro da mesma fórmula rimática (a
b a b b a b a; c d c d d c d c; e f e f f e f e), (v. Martim
Soares, B 172). Perante a dificuldade do primeiro sistema e a
facilidade do segundo, os poetas trovadores escolheram por vezes
o esquema de coplas doblas, ou limitaram-se a manter uma
das rimas ao longo de todas as estrofes. A união entre as
estrofes podia fazer-se entre o fim de uma estrofe e o início da
seguinte. Assim, quando o primeiro verso de uma estrofe retoma a
rima do último verso da estrofe anterior estamos perante um
esquema de coplas capcaudadas (ABABCCB; BAABEEB;
BAABCCB), (v. Osoir’Anes, B [39 bis]); mas se o primeiro verso
retoma uma palavra do último verso da estrofe precedente
designamos por coplas capfinidas, (v. Pero da Ponte, B
1642/V 1176). Se se constatar a repetição no início do mesmo
verso de estrofes sucessivas, a mesma palavra ou grupo de
palavras , o esquema seguido é designado por coplas
capdenales, (v. Joam Airas de Santiago, B 957/V 544). |
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Corregedores
(História) |
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Magistrados que dirigiam as comarcas como representantes da
autoridade real, com grandes poderes judiciais. |
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Corrente de Humboldt
(Geografia) |
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Corrente marítima fria que se desloca da Antárctida para Norte,
afectando a costa latino-americana. |
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Cortes
(História)
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Assembleia política constituída inicialmente por representantes
do clero e da nobreza e, depois, também por representantes do
terceiro estado, para apresentar ao rei reclamações ou
pretensões colectivas ou ainda com funções consultivas para o
rei. |
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Código de Barras
(Ciências Económico-Sociais) |
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Codificação de produtos, única e normalizada, traduzível em
símbolos capazes de serem lidos por meios ópticos. |
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Crash
(Inglês)
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The Crash of 1929 also known as The Great Crash or the Wall
Street Crash, the collapse of the New York Stock Exchange that
marked the end of the prosperity of the 1920s and the beginning
of a severe world Depression. The Depression was easiest to see
in towns, with their silent factories and closed shops. But it
brought ruin and despair to the farmlands also. By the end of
1931 nearly eight million Americans were out of work.
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Cretácico
(Biologia / Geologia) |
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Período da era secundária ou mesosóico compreendido entre os 141
e os 65 milhões de anos |
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Crise Económica
(História) |
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Fase da evolução económica de um país ou época, em que há uma
baixa na produção agrícola e industrial, bem como uma diminuição
da actividade comercial. |
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Cronónimos
(Português) |
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Nomes de eras, épocas e séculos (ex.: Idade Média, Século das
Luzes,...) |
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Cross-selling
(Ciências Económico-Sociais)
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Prática que visa aproveitar as sinergias entre os produtos.
Colocam-se produtos complementares na mesma prateleira do
supermercado (por exemplo alface e tomate). O conceito
estendeu-se aos serviços, nomeadamente aos bancos que,
efectuando empréstimos para habitação vendem também seguros para
a casa. Os hipermercados que têm cartão de cliente podem cruzar
a informação que dispõe sobre as aquisições efectuadas e fazer
apelos à compra de produtos complementares |
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Cultismo
(Português)
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Uma das características formais do estilo barroco. Servindo-se
de três artifícios: jogo de palavras, jogo de imagens, jogo de
construções, o cultismo consiste no burilado excessivo da forma
com o uso exagerado de trocadilhos, aliterações, homonímia,
sinonímia, acumulações de epítetos, perífrases, extravagância de
vocábulos, etc. Sob roupagens exageradas esconde-se uma temática
estéril e banal. Também se denomina este estilo de Gongorismo,
designação proveniente do escritor espanhol Luís de Gôngora.
(cf. Barroco).
Culto da forma e sobreposição de ornamentos; complexidade formal
e rebuscamento literário, com sacrifício da clareza do conteúdo;
riqueza vocabular e alusão ao uso exagerado das metáforas, das
hipérboles e das antíteses e paradoxos, mas também das
perífrases, das hipálages, das sinédoques, das anáforas, dos
trocadilhos, dos hipérbatos; abuso de jogos de palavras, de
imagens e de construções. |
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Culto
(História) |
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Diversas formas de manifestação de respeito e homenagem a
divindades que se julgam superiores ao Homem, através da
adoração ou rituais variados, ou ainda também o culto aos
mortos. |
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Culto da Personalidade
(História) |
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Adulação, às vezes levada a uma quase adoração fanática, da
pessoa de um governante. |
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Culturas Orientais
(História)
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Designação dada às múltiplas e complexas civilizações do Oriente
(Ásia), em especial as civilizações hindu, chinesa e japonesa
que tinham já uma história milenar e um notável desenvolvimento
técnico quando da chegada dos navegadores portugueses.
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Cultura de Empresa
(Ciências Económico-Sociais) |
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Conjunto de comportamentos, padrões, ideias e valores de uma
empresa, que a identificam e que a distinguem das demais. É o
"cimento" responsável pelo desenvolvimento de um sentido de
unidade e participação colectiva. |
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Cultura Monástica
(História) |
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Cultura produzida nos mosteiros. |
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Coreografia
(Português)
(Educação Física)
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Termo
vindo do teatro grego que designava a arte de dirigir os coros,
utilizada depois no começo do século XVIII , para designar a
arte de compor as danças e de regular as figuras e os passos.
Hoje em dia utiliza-se este termo para designar a encenação do
teatro gestual e mesmo do ballet.
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Curie
(Francês)
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Pierre Curie (1859-1906) et Marie Curie (1867-1934) sont des
physiciens français. En 1898, ils découvrent le radium, corps
radioactif très puissant. En 1903, ils reçoivent le prix Nobel
de physique pour leurs travaux.
En 1991, Marie Curie reçoit le prix Nobel de chimie.
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A
B
C D E F
G H I J
K L M N
O P Q R
S T U V
W X Y Z
D
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Dadaísmo
(História) |
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Movimento artístico que surgiu em Zurique, em 1916, sendo um
estilo entre o infantil e o burlesco. |
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Dáctilo
(Português) |
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Substantivo masculino; GRAMÁTICA: pé de verso grego ou latino
formado de uma sílaba longa seguida de duas breves; (Do gr.
dáktylos, «dedo», pelo lat. dactilu-, «id.») |
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Dativo
(Português) |
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Adjectivo; dado ou nomeado pelo juiz e não por lei; Substantivo
masculino; GRAMÁTICA: caso dos nomes, nas línguas em que eles se
declinam, com que se exprime o complemento indirecto; (Do lat.
datívu-, «que é dado») |
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Dados
(Ciências Económico-Sociais) |
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Factos em bruto, que não são necessariamente relevantes para
qualquer coisa que alguém queira saber. |
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Daltonismo
(Ciências Físico-Químicas) |
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Defeito visual caracterizado pela falta de percepção de certas
cores, em especial do vermelho. O daltonismo é quase sempre
congénito, podendo, por vezes, ser adquirido por intoxicações.
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Danças macabras
(História) |
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Danças que se representava a morte, arrastando pessoas de todas
as idades e condição social. |
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Darwinism
(Inglês)
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The scientific idea that plant and animal forms change over long
periods of time because of the working of natural selection (the
idea that only those most suited to their conditions live, while
the others die). Darwin (1809-82) argued for a natural, not
divine, origin of species. In the competitive struggle for
existence, creatures possessing advantageous mutations would be
favoured, eventually evolving into new species. |
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Data Mart
(Informática)
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Componentes típicos de um ambiente de data warehouse que
consistem em fracções de dados sobre uma determinada área. Cada
data mart serve uma comunidade especifica de utilizadores com
requisitos de informação comuns. Contem informação técnica e de
negócio de uma área especifica da organização. |
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Data Mining
(Geografia) |
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Processo de análise profunda e exaustiva dos dados, no sentido
de se deduzirem automaticamente alguns modelos e "regras" a
aprtir da anaálise de vastos volumes de dados. |
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Data Warehouse
(Informática)
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Repositório de dados provenientes de varias fontes,
especificamente construído e estruturado de forma a permitir que
os dados operacionais sejam retirados do seu contexto e, após um
processo de transformação, integração e análise, seja possível a
produção de informação útil aos processos de tomada de decisão,
melhorando a eficácia na gestão do negócio. O coração de um data
warehouse é uma base de dados de elevado desempenho. |
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Dativo
(Português)
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Adjectivo; dado ou nomeado pelo juiz e não por lei; Substantivo
masculino; GRAMÁTICA: caso dos nomes, nas línguas em que eles se
declinam, com que se exprime o complemento indirecto; (Do lat.
datívu-, «que é dado») |
|
Dáctilo
(Português) |
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Substantivo masculino; GRAMÁTICA: pé de verso grego ou latino
formado de uma sílaba longa seguida de duas breves; (Do gr.
dáktylos, «dedo», pelo lat. dactilu-, «id.») |
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Definido
(Português)
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Adjectivo; assente, fixo, determinado; exacto, preciso; de
contorno nítido; sobre que recaiu definição; GRAMÁTICA: diz-se
do artigo que se junta a um substantivo, individualizando a sua
referência a uma pessoa, animal, coisa, acção, qualidade ou
estado; pl. BOTÂNICA: diz-se dos estames que, numa flor, não são
em número superior a dez, ou dos órgãos que normalmente são em
quantidade fixa; Substantivo masculino; o que se definiu; a
coisa definida; (Do lat. definítu-, «id.», part. pass. de
definíre, «limitar; delimitar») |
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Deflação
(História)
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Conjuntura económica, em geral correspondente a uma época de
crise ou depressão, que se caracteriza por uma baixa de preços,
redução dos meios de pagamento, restrições do crédito, fraca
produção e baixo consumo. Por vezes a deflação é estimulada
pelos governos como forma de luta contra a inflação.
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Deícticos
(Português)
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Palavras que remetem para a situação (locutor, alocutário,
circunstâncias) ou para palavras expressas no contexto.
Elementos que estabelecem a relação entre o texto e o contexto
da sua produção, e que têm como referentes os intervenientes, o
espaço e tempo. Os elementos deícticos e os elementos em emprego
deíctico são aqueles que marcam a deixis. Segundo Olívia Maria
Figueiredo e Eunice Barbieri de Figueiredo, a deixis "é uma das
formas de conferir o seu referente a uma sequência linguística,
situando um enunciado no espaço e/ou no tempo em relação ao
enunciador. É uma forma de designar o tipo de relação
referencial que se estabelece entre uma expressão linguística
(dita deíctica) e um elemento da situação de enunciação. O
modelo deste tipo de referência é o signo eu, que designa, no
enunciado, a pessoa que diz "eu"." Por exemplo, na frase Eu acho
que vou à praia. E tu", o "eu" e o "tu" designem as pessoas da
interacção. Distinguem-se algumas espécies de deícticos:
pessoais, espaciais, temporais. Do grego deixis
“mostração”, são os deícticos que situam a referência no tempo e
no espaço, conferindo ao texto coerência externa.
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Delta
(Geografia)
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Foz de um curso de água formada por vários braços onde se
acumulam aluviões. As águas do rio abrem caminho através da
planície de aluvião, dividindo a corrente em dois ou mais ramos,
constituindo a forma característica da letra grega conhecida por
delta. |
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Deltas
(Biologia / Geologia) |
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Foz de um rio, ramificada em forma de leque, devido à existência
na mesma de um depósito sedimentar formado pelos materiais
transportados. |
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Democracia
(História) |
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Regime político no qual o povo é soberano em matéria de
legislação e usufrui de iguais possibilidades de participação no
governo e de igual tratamento perante a lei. |
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Democracias Cristãs
(História)
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Corrente política do século XIX após a publicação da encíclica
Rerum Novarum que actualizou o pensamento político da Igreja,
aceitando o regime liberal em conciliação com os princípios do
Catolicismo. |
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Democracia Parlamentar
(História) |
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Sistema político em que o principal órgão de soberania é o
Parlamento (formado através de eleições), sendo o Governo
responsável politicamente perante aquele. |
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Democracia Popular
(História) |
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Designa o regime socialista-marxista, associado à URSS, através
do Pacto de Varsóvia e do COMECON. |
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Democratização
(História) |
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Acção de democratizar, isto é, de tornar democráticas todas ou
certas instituições políticas, sociais e económicas, estendendo
os seus poderes ou os seus benefícios a todo o povo.
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Demografia
(História)
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Ciência que estuda a população ou as populações, desde as taxas
de natalidade e de mortalidade, nupcialidade, classes etárias,
esperança de vida, etc. |
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Demonstração
(Filosofia)
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Argumento dedutivamente válido que parte de premissas
verdadeiras que conduzem necessariamente à conclusão.
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Demonstração de Resultados
(Ciências Económico-Sociais) |
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Um quadro (mapa, gráfico, etc) onde é demonstrado o resultado do
exercício. São colocados em evidência os proveitos e os custos.
A Demonstração de Resultados por naturezas é obrigatória para
todas as empresas e agrega custos e proveitos classificados por
natureza. Na Demonstração de Resultados por funções os custos e
proveitos aparecem repartidos de forma funcional. |
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Demonstrativo
(Português)
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Adjectivo; que demonstra; que serve para demonstrar;
convincente; GRAMÁTICA: diz-se do determinante ou pronome que
situa uma pessoa, animal ou objecto em referência ao locutor;
(Do lat. demonstratívu-, «id.») |
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Demos
(História) |
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Divisões ou circunscrições que abarcavam toda a população da
península da Ática. |
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Denotação
(Português) |
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O
significado primeiro e objectivo de um vocábulo, directamente
derivado da relação entre as palavras e as coisas, ou seja,
entre o signo linguístico e o seu referente. |
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Desamortização (leis de)
(História) |
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Leis que impedem que os bens se tornem de "mão-morta", isto é,
que os sujeitam a leis comuns para poderem ser comprados e
vendidos. |
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Desbravamento
(História) |
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Arroteamento; trabalhos de preparação de terreno para cultura. |
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Desbravar
(História) |
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Preparar o terreno para cultura. |
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Descarregar (para o próprio computador)
(Informática) |
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Transferir um ficheiro de um computador remoto para o próprio
computador, usando um qualquer protocolo de comunicação.
Descarregar (para outro computador), significa transferir um
ficheiro de um computador local para um computador remoto,
usando um qualquer protocolo de comunicação. |
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Descentralização
(Ciências Económico-Sociais) |
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Tomada de decisões que se desloca do centro de uma organização
para as periferias. A descentralização é consequência inevitável
da economia da informação, em que as comunicações e o poder de
processamento são baratos, o tempo escasseia e as empresas
cobrem todo o globo. |
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Descolonização
(História) |
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Termo que exprime a independência ou autodeterminação
reconhecida pelas potências colonizadoras às suas colónias.
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Descrição
(Português) |
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Fragmento
discursivo portador de informação sobre as personagens, os
objectos, os lugares, o tempo, facilmente destacável do conjunto
textual. Essencialmente estático, constitui momento de pausa na
progressão linear dos eventos e, quando suprimido, não
compromete a coerência interna da história. A acção sofre um
corte na sua dinâmica para se fixar num imobilismo não sujeito a
uma ordenação cronológica.
A
descrição implica frequentemente alterações ao nível do
discurso:
-
a
passagem do presente ao imperfeito;
-
o
emprego frequente de verbos de estado; por
vezes, a estruturação do espaço em torno de uma personagem
ou vice-versa;
-
por
vezes, a passagem de um primeiro piano a um piano de fundo
ou vice-versa.
A
descrição contribui para a delimitação de subgéneros da
narrativa: no romance histórico e nas narrativas de descrição,
assume particular relevo a descrição do tempo; no conto rústico,
a descrição do espaço; no romance psicológico, a descrição da
personagem. |
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Desenlace
(Português) |
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Definido
por Aristóteles como o momento da tragédia em que o curso dos
eventos se altera determinando o final feliz ou infeliz da
acção.
Sendo a
última fase da acção dramática, o D. ocorre após o clímax
e a peripeteia. Trata-se da fase descendente da acção, em
que se assiste às consequências resultantes dos acontecimentos
entretanto ocorridos.
Consoante se trate de uma tragédia ou de uma
comédia, variável é a configuração assumida pelo D. Assim, e no
caso da tragédia, o D. ou desfecho adquire a forma de
catástrofe, consubstanciada, na maioria dos casos, na morte
do herói, que muitas vezes arrasta consigo a morte de outras
personagens. Nalgumas tragédias, a catástrofe inclui ainda
aquilo que Aristóteles designou como anagnorisis
(reconhecimento). É o momento em que ao herói são reveladas
algumas verdades (sobre si próprio ou sobre outrem), num rasgo
de iluminação que precede a assomo da morte. Esta e o exílio
constituem, na visão trágica, as mais recorrentes formas de
exorcizar o desconcerto do mundo, viabilizando a emergência de
uma nova ordem social, só exequível através do aniquilamento do
herói.
No caso da comédia, a peripeteia ou mudança
do rumo dos acontecimentos encaminha-os para uma resolução
festiva. Esta adquire, por via de regra, a forma de um ou mais
casamentos, além da reconciliação entre as personagens, que
finalmente resolvem os conflitos geradores da desordem,
reintegrando-se numa sociedade que assim se consagra vitoriosa,
pela reposição da harmonia e do equilíbrio entre os seus
membros.
Também é
possível falar de desenlace num romance de intriga, por exemplo,
mas neste caso é mais correcto falar-se de desfecho, de
que desenlace é sinónimo.
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Desenvolvimento Sustentável
(Geografia) |
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Desenvolvimento que tem como objectivo a satisfação das
necessidades presentes sem pôr em causa a satisfação das
necessidades da geração futura. |
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Desertificação
(Geografia) |
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Evolução bioclimática tendendo a transforma uma região em
deserto |
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Deslocalização
(Ciências Económico-Sociais) |
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Processo de transferência de uma unidade produtiva para outro
local, visando uma redução de custos através de salários mais
baixos, legislação mais favorável, etc. |
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Desvalorização da Moeda
(História) |
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O processo directo consiste na recolha de todas as moedas e as
derreter e cunhar de novo, diminuindo-lhes o peso, mas
mantendo-lhes o mesmo valor facial. O processo indirecto ocorre
quando se verifica uma inflação dos preços. |
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Detergente
(Ciências Físico-Químicas)
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Substância (agente tensioactivo) que, em solução, tem uma acção
de “limpeza”. A sua molécula é geralmente constituída por uma
parte hidrofílica e outra hidrofóbica podendo, por isso,
interagir tanto com a água como com solventes orgânicos,
formando emulsões. |
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Deuses olímpicos
(História) |
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Os deuses que moravam no Olimpo. |
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Deutério
(Biologia / Geologia) |
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Isótopo do hidrogénio com número de massa igual a 2 |
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Diacrítico
(Português) |
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Diz-se dos sinais gráficos que permitem a identificação do valor
especial de um carácter alfabético, por exemplo, a cedilha que
distingue o /c/ do /ç/. Nas teorias estruturalistas, defende-se
que a língua é um sistema diacrítico, isto é, um sistema
constituído por diferenças significantes. |
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Diacronia
(Português) |
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Sucessão
no tempo. Esta noção aplica-se, por exemplo, ao
estudo da evolução da língua
e ao da evolução dos fenómenos literários. |
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Diáfora
(Português) |
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Figura de
retórica que consiste na repetição de uma mesma palavra num
mesmo enunciado, mas com sentido diferente. Nos conhecidos
versos de Luís de Camões: “Os vossos, mores cousas atentando, /
Novos mundos ao mundo irão mostrando” (Os Lusíadas, II,
45), a diáfora (mundos ... mundo) traduz apenas um jogo
semântico (novos mundos=novas terras; ao mundo=a
toda a humanidade) que pretende enriquecer o sentido geral da
imagem universalista da gesta portuguesa de Quinhentos. A
diáfora distingue-se do pleonasmo, pois a redundância é
necessária no contexto da diáfora. Esta figura é sinónima da
antanáclase e utiliza-se sobretudo em contextos que exijam dar
ênfase a uma ideia de forma progressiva. Cf. Antanáclase. |
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Dialéctica
(História) |
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Arte de argumentar ou discutir. |
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Diálogo
(Português) |
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Forma de
discurso e modo de expressão literário em que o "emissor" e o
"receptor" se alternam na comunicação das respectivas mensagens.
Surge nos textos narrativos, nos dramáticos e, por vezes, nos
líricos. Encontra-se estreitamente relacionado com o discurso da
personagem e com o conceito de cena. A reprodução fiel do
diálogo entre as personagens (estratégia de representação
próxima da representação dramática) implica a utilização do
discurso directo — tentativa de aproximação máxima, no piano do
discurso, da duração dos acontecimentos narrados — e o
apagamento do narrador que dá a palavra ás personagens, embora
lhe caiba ainda o papel de organizador da narrativa; é o
narrador quem decide da sua instauração ou interrupção em função
da economia da narrativa. O discurso directo apresenta registos
de língua diversificados (traços idiolectais, sociolectais e
dialectais) que contribuem para a caracterização da personagem
que o profere. |
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Diáspora
(História)
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Movimento de dispersão que levou milhares de portugueses, desde
os séculos XV e XVI, a fixarem-se nas mais diversas e remotas
paragens do Mundo, quer inseridos na colonização do Império,
quer movidos por razões meramente individuais. |
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Diáspora (judaica)
(História) |
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Dispersão dos Judeus, no decorrer dos séculos. |
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Didascália
(Português) |
|
Texto
secundário constituído peias informações fornecidas peso
dramaturgo (autor) sobre, por exemplo, o tempo e o lugar da
acção (cenário), o
vestuário, os gestos das personagens, etc. Cabe ao
encenador e aos actores, ao definirem a representação, a
actualização das indicações cénicas. |
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Diegese
(Português) |
|
Termo
utilizado por Genette para designar a história e o universo
espácio-temporal em que ela se desenrola. |
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Digressão
(Português) |
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Desvio em
relação ao assunto que está a ser desenvolvido: a narrativa é
interrompida e o narrador formula comentários, observações ou
opiniões que se afastam temporariamente dos eventos relatados. |
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Diferenciação
(Ciências Económico-Sociais) |
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Identificação clara de um produto ou serviço face à concorrência |
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Diferenciação Social
(História) |
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Divisão das sociedades humanas em grupos que se distinguem pela
riqueza e pelas funções que exercem, pela situação de domínio ou
de dependência de uns em relação aos outros. |
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Dignidades
(História) |
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Cargos. |
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Dinastia
(História) |
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Série de reis da mesma família. |
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Dinolfagelados
(Biologia / Geologia) |
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Algas unicelulares flageladas da divisão Pyrrophyta.
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Direct mail (correio directo)
(Ciências Económico-Sociais) |
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Sistema interactivo de comunição entre produtor e cliente,
através do correio, e que pode ter vários objectivos tais como a
realização de inquéritos, testes de mercado, prospecção,
propaganda, publicidade e até a própria venda. |
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Direito
(História) |
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Conjunto de leis que regulam as relações entre os indivíduos de
uma sociedade e entre os indivíduos e o Estado. |
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Direito de Veto
(História) |
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Acto pelo qual um indivíduo ou um órgão põe obstáculo temporário
ou definitivamente à aplicação das decisões de outro indivíduo
ou de outro órgão. |
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Discurso Indirecto Livre
(Português) |
|
Expressão
que designa o discurso semidirecto em que o emissor, para dar
major vivacidade à sua comunicação, suprime geralmente o verbo
e o conector próprios do discurso indirecto, misturando assim a
voz do narrador com a da personagem em causa, como se ambos
falassem em uníssono. É uma espécie de voz dual em que se
preserva, até certo ponto, a expressividade do discurso directo
(observe-se, por exemplo, que nele se conservam sem modificação
os deícticos espaciais e temporais do discurso
directo).
Ex.:
"O
poeta
sorria, passando os dedos com complacência pelos longos bigodes
românticos que a idade embranquecera e o cigarro amarelara. Que
diabo, algumas compensações havia de ter a velhice! Em todo o
caso o estômago não era mau, e conservava-se, caramba, filhos,
um bocado de coração" (Eça de Queirós). |
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Disfemismo
(Português) |
|
Modo de
expressar uma realidade desagradável de uma forma ainda mais
rude e agressiva.
Ex.:
"[...]enquanto os vermes jam roendo esses cadáveres amarrados
pelos grilhões da morte"(Alexandre Herculano). |
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Dissacarídeo
(Ciências Físico-Químicas) |
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Hidrato de carbono constituído por dois monossacarídeos ligados
entre si. |
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Dissertação
(Português) |
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Discurso
de carácter argumentativo em que o seu autor examina, desenvolve
e defende um ponto de vista ou tese sobre determinada matéria
(cf. Texto Argumentativo). |
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Dissociação
(Português) |
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1.
Figura de retórica que traduz uma dissolução do sentido entre
duas ideias ou frases. Trata-se um de uma figura mais radical em
termos de ruptura semântica do que outras figuras semelhantes
como o adynaton, o equívoco, a silepse ou a anfibologia. No
poema “Manucure” (1915), Mário de Sá-Carneiro ensaiou
futuristicamente diferentes formas de dissociação (verbal e
gráfica).
2. T. S.
Eliot popularizou a expressão “dissociação das sensações” (dissociation
of sensibility) para traduzir a separação do pensamento em
relação aos sentimentos. No ensaio “Th | | |